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Milhões de estrelas iluminam a maior imagem detalhada do centro da Via Láctea

Imagem inédita do centro da Via Láctea, obtida pelo telescópio Euclid, aponta para nova era na busca por exoplanetas e no mapeamento do cosmos

An area of stars in the galactic bulge, captured by the European Space Agency’s Euclid telescope.
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  • O telescópio Euclid, da Agência Espacial Europeia, capturou a imagem mais detalhada já feita do centro da Via Láctea, com mais de 60 milhões de estrelas.
  • A foto foi tirada após 26 horas de observação do centro da galáxia, em mosaico de nove apontamentos com câmera de luz visível.
  • A imagem deve acelerar a busca por exoplanetas, com expectativa de ampliar o total de mundos descobertos de milhares para mais de cem mil na galáxia.
  • A técnica de microlentes é usada para detectar exoplanetas; a missão Roman, da Nasa, deve ser lançada em agosto e prever encontrar cerca de 1.500 exoplanetas por esse método.
  • Os dados do Euclid ajudam a confirmar planetas transitando na frente de estrelas distantes, distinguindo-os de sistemas binários.

A imagem mais detalhada já capturada do centro da Via Láctea foi obtida com o telescópio Euclid, da Agência Espacial Europeia. Mais de 60 milhões de estrelas do bulbo galáctico aparecem em uma única foto, obtida após 26 horas de observação. O registro revela a região central com visão de luz visível, separando estrelas muito próximas.

O objetivo do Euclid é mapear o cosmos em 3D e investigar forças que moldam o universo. O telescópio, avaliado em €1 bilhão, foi lançado em 2023 com foco principal na matéria escura e na energia escura, componentes que compõem a maior parte do cosmos.

A imagem é um mosaico de nove apontamentos, cada um cobrindo uma área maior que a do brilho da Lua. A captura ocorreu em março do ano passado, com processamento de equipe internacional. O resultado permite acompanhar movimentos estelares com maior precisão.

Novo marco para a busca por exoplanetas

Especialistas destacam que a foto impulsiona a descoberta de planetas fora do sistema solar. O aumento na precisão de medições pode ampliar o número de exoplanetas conhecidos, de milhares para patamar muito superior.

Segundo o pesquisador Eamonn Kerins, da Universidade de Manchester, o Euclid, embora não tenha sido concebido para essa finalidade, tornou-se ferramenta valiosa para identificar planetas através de variações de brilho e posições estelares no bulbo.

A missão Roman da Nasa, com lançamento previsto para agosto, deve ampliar ainda mais esse umbilical. A estimativa é encontrar cerca de 1.500 exoplanetas por microlente, método que observa como a gravidade de uma estrela próxima amplia a luz de uma estrela distante.

Como a imagem ajuda na confirmação

A técnica de microlente permite detectar planetas quando a gravidade de uma estrela próxima curva a luz da estrela mais distante. Planetas em órbita podem gerar picos de brilho, servindo de indicativo para confirmação de massas.

O Euclid mostrará as mesmas estrelas antes de se sobreporem, permitindo medir seus movimentos com mais clareza. Isso facilita confirmar a transitabilidade de planetas e diferenciar de sistemas binários estelares, que podem produzir sinais semelhantes.

A galáxia central, onde se concentram bilhões de estrelas velhas, continua a oferecer pistas sobre a origem e evolução do universo. As descobertas esperadas devem ampliar o catálogo de exoplanetas em condições diversas de luz e distância.

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