- A missão Perseverance detectou moléculas de carbono orgânico em rochas mudstone da formação Bright Angel, em Neretva Vallis, antigo leito de rio que trouxe água para a cratera Jezero bilhões de anos atrás.
- O carbono macromolecular (MMC) foi identificado pelo instrumento Sherloc ao analisar a rocha com laser ultravioleta, uma indicação de material que pode ter origem biológica, mas não prova vida antiga.
- Em um teste, o Cheyava Falls mudstone apresentou MMC na superfície, sugerindo exposição recente ou resistência à radiação e oxidação.
- Os achados indicam que rovers da Nasa encontraram rochas com carbono orgânico a mais de 2.000 milhas de distância entre si, conectando a habitabilidade antiga de Marte a diferentes regiões.
- Cientistas ressaltam que MMC pode ter origem biológica ou geológica; a confirmação exigiria análises em Terra, com retorno de amostras planejado para a década de 2030.
A equipe da Nasa informou que o rover Perseverance identificou moléculas de carbono orgânico em rochas marcianas, no setor Bright Angel, em Neretva Vallis, um antigo rio que transportou água até o cratera Jezero, bilhões de anos atrás. A detecção ocorreu via o instrumento Sherloc durante a exploração de mudstones.
A forma de carbono detectada, chamada carbono macromolecular MMC, pode ter origem em organismos vivos ou ser resultado de processos geológicos. Embora represente material orgânico, não comprova vida passada em Marte. Especialistas reforçam que MMC pode surgir em diferentes ambientes rochosos.
A descoberta amplia o conjunto de rochas com carbono orgânico a mais de 3 mil quilômetros de distância, incluindo achados anteriores da Curiosity em Gale Crater. Os pesquisadores destacam que a habitabilidade antiga de Marte pode ter sido mais extensa do que se pensava.
Contexto e próximos passos
A equipe ressalta que o objetivo do Perseverance não é confirmar biogênese, mas selecionar rochas com traços promissores para análises adicionais na Terra. Planos atuais preveem o retorno de amostras marcianas em missões futuras, em décadas.
Estudos sobre as rochas de Bright Angel indicam que o ambiente de Jezero pode ter sido estável o suficiente para suportar formas primárias de vida, caso existissem. A pesquisa envolve colaboração internacional e análises periódicas com laboratório terrestre.
A análise ressalta que a interpretação final depende de evidências completas. Autores do estudo afirmam que as amostras retornadas são a melhor forma de confirmar a origem biogênica do carbono macromolecular encontrado.
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