- Cientistas alemães sugerem que a Terra recebeu radiação de um cataclismo cósmico há mais de cem milhões de anos, causado pela colisão violenta de duas estrelas de nêutrons.
- O estudo aponta a presença de plutônio-244, um isótopo não comum na Terra, vindo de processos cósmicos durante o que é conhecido como processo r.
- Também foram analisados os níveis de cúrio-247, formados nesse tipo de evento, para corroborar a origem da radiação.
- Com base nesses dados, a explosão que gerou esse material teria ocorrido entre há mais de cem milhões de anos e menos de um bilhão de anos.
- O tema atual é entender como esse evento galáctico impactou a composição da Terra ao longo do tempo e, eventualmente, a vida no planeta.
O estudo conduzido por cientistas alemães aponta que a Terra recebe radiação de um cataclismo cósmico há mais de 100 milhões de anos, resultante da colisão violenta de duas estrelas de nêtrons. O fato seria registrado pela presença de materiais radioativos no nosso planeta, produzidos no espaço e trazidos pela nucleossíntese estelar.
Os pesquisadores destacam que o planeta abriga um depósito de plutônio radioativo em grandes profundezas oceânicas, formação que ocorreria fora da Terra durante eventos cósmicos. A partir de amostras subterrâneas, eles identificaram traços que continuam a chegar ao planeta ao longo do tempo.
Entre os elementos analisados estão o plutônio-244 e o plutônio-239. O primeiro não ocorre naturalmente em quantidades significativas na Terra, enquanto o segundo pode ser encontrado em quantidades muito pequenas. O plutônio-244 costuma surgir em processos cósmicos associados a explosões de alto energy.
O estudo indica que a fonte desse material foi uma kilonova, explosão provocada pela fusão de duas estrelas de nêtrons. Nesse cenário, também se formam outros isótopos, como o cúrio-247, o que levou os autores a monitorar diferentes traços isotópicos para confirmar a origem.
Conforme a análise, a explosão pressupondo a emissão de radiação ocorreu entre centenas de milhões de anos atrás e menos de um bilhão de anos. A duração e a intensidade da emissão permanecem sob estudo, com o objetivo de entender impactos históricos na Terra.
Como a radiação foi identificada
Os pesquisadores usaram dados de amostras geológicas profundas e modelos de nucleossíntese para reconstruir a cronologia do evento. A partir da comparação entre isótopos, foi possível estimar a janela temporal estimada da explosão cósmica. A conclusão envolve incertezas próprias de evidências remotas, consideradas dentro de margens de erro.
Os resultados mantêm o foco na questão de como esse cataclismo antigo pode ter influenciado a vida na Terra, assunto que ainda requer novas investigações para esclarecer impactos ambientais e biológicos ao longo de centenas de milhões de anos. As informações são baseadas em estudo divulgado por pesquisadores alemães.
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