- Médicos do Hospital São Paulo, da Unifesp, criaram o programa “Saindo do Suco” para ajudar usuários de anabolizantes a suspender o uso de forma gradual e segura, evitando danos da parada abrupta.
- A iniciativa ganhou força após a morte do influenciador Gabriel Ganley, em 23 de maio, destacando os riscos da reposição hormonal para fins estéticos.
- O serviço é gratuito, sigiloso e pode ser realizado de qualquer lugar do Brasil, sem necessidade de presença presencial.
- O endocrinologista Clayton Macedo, do Ambulatório de Medicina Esportiva, diz que a interrupção brusca é tão desafiadora quanto o uso, com riscos de fadiga, depressão e outras complicações.
- Interessados devem enviar intenção por email saindodosuco@gmail.com; já foram registrados mais de quarenta interessados em menos de um mês, com perspectiva de virar política pública.
Médicos e pesquisadores do Hospital São Paulo, ligado à Unifesp, lançaram o programa Saindo do Suco para auxiliar usuários de anabolizantes a interromper o consumo de hormônios de forma gradual e segura. A iniciativa é gratuita, sigilosa e aberta a pessoas de todo o Brasil.
A motivação foi a morte do influenciador Gabriel Ganley, em 23 de maio, aos 22 anos, atribuída a uma cardiomiopatia hipertrófica agravada pelo uso de esteroides. O caso colocou em evidência os riscos da reposição hormonal para fins estéticos e a dificuldade ao interromper o uso sem acompanhamento.
O objetivo do programa é aplicar uma abordagem técnica para evitar danos durante a abstinência. Segundo o endocrinologista Clayton Macedo, do Ambulatório de Medicina Esportiva do hospital, as complicações da pausa sem orientação médica são severas, tão desafiadoras quanto o uso inicial.
Como funciona o Saindo do Suco
O serviço é oferecido gratuitamente e sob sigilo. Para participar, o interessado envia um e-mail para saindodosuco@gmail.com manifestando a intenção de participar. Um membro da equipe entra em contato com um formulário para entender a dinâmica de uso.
Com base no preenchimento, a equipe encaminha o usuário para as especialidades necessárias e monitora o processo de redução gradual dos hormônios. O programa não exige presença física e pode ser realizado de qualquer lugar do Brasil.
O andamento já despertou interesse público: em menos de um mês, mais de 40 pessoas demonstraram interesse. A expectativa é ampliar a visibilidade da iniciativa e, eventualmente, transformá-la em política pública.
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