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Adolescente ganha 40 kg em 6 meses devido a tumor de menos de 1 cm

Tumor benigno na base do cérebro, com menos de um centímetro, provocou ganho de 40 quilos em seis meses em adolescente de 16 anos

Duas fotos do adolescente Gustavo de Oliveira: a primeira, à esquerda, é de março de 2024; a segunda, à direita, é de dezembro de 2025
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  • O adolescente Gustavo de Oliveira, 16 anos, ganhou 40 quilos em seis meses, chegando a 113 kg no fim de 2025, devido a um tumor benigno que interferiu na produção de cortisol.
  • O tumor fica na base do crânio e levou ao desenvolvimento da doença de Cushing, uma condição rara em crianças e adolescentes.
  • O diagnóstico foi confirmado em outubro de 2025, após encaminhamento ao Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, e cirurgia foi indicada para remover o tumor.
  • A cirurgia, feita pelo método endoscópico transnasal em dezembro de 2025, durou cerca de duas horas e foi considerada um sucesso.
  • Em 2026, Gustavo já perdeu cerca de quinze quilos durante a recuperação; está em remissão da doença e faz acompanhamento hormonal anual para monitorar o equilíbrio entre hipófise e glândulas suprarrenais.

Gustavo de Oliveira, 16 anos, teve ganho de peso rápido e expressivo no último ano, chegando a 113 kg. Um tumor benigno na base do crânio mudou a produção de cortisol, hormônio ligado ao estresse, levando a alterações significativas no seu corpo.

A família percebeu sinais como dores de cabeça, apetite elevado e rápido aumento de peso. Em 2025, após avaliação médica no Paraná, Gustavo teve o diagnóstico de doença de Cushing, condição rara associada a alterações hormonais causadas por tumores.

O caso ocorreu em Curitiba, no Hospital Pequeno Príncipe, referência em atendimento pediátrico. O diagnóstico veio após exames e observação clínica, com a confirmação de que o tumor hipofisário elevava o cortisol de forma desregulada.

Entretanto, a doença costuma levar tempo para ser identificada. Médicos apontam que o atraso pode durar dois anos, com tratamentos que não resolvem a origem do problema nesse período.

Tratamento e cirurgia

A cirurgia, realizada sob acesso pelo nariz, durou cerca de duas horas e teve bom resultado. O objetivo foi remover o tumor hipofisário sem abrir o crânio, recuperando a produção hormonal normal gradualmente.

Pós-operatório, Gustavo apresentou efeitos kolaterais esperados, como dor de cabeça e fase de desregulação do cortisol. O corpo precisa se reajustar após a retirada do tumor.

Recuperação e desfechos

Nos meses seguintes, o adolescente começou reposição hormonal e acompanhamento anual. Entre o fim de 2025 e 2026, houve perda de peso gradual e melhora clínica, com remissão da doença de Cushing.

O peso já caiu cerca de 15 kg no primeiro semestre de 2026, e o cenário atual exige monitoramento periódico para evitar novo tumor ou necessidade de nova intervenção.

Observações finais

Especialistas destacam a importância de atenção a sinais como ganho de peso rápido, pressão arterial alterada e cansaço excessivo. O tema reforça a necessidade de diagnóstico precoce e acompanhamento multidisciplinar.

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