- O adolescente Gustavo de Oliveira, 16 anos, ganhou 40 quilos em seis meses, chegando a 113 kg no fim de 2025, devido a um tumor benigno que interferiu na produção de cortisol.
- O tumor fica na base do crânio e levou ao desenvolvimento da doença de Cushing, uma condição rara em crianças e adolescentes.
- O diagnóstico foi confirmado em outubro de 2025, após encaminhamento ao Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, e cirurgia foi indicada para remover o tumor.
- A cirurgia, feita pelo método endoscópico transnasal em dezembro de 2025, durou cerca de duas horas e foi considerada um sucesso.
- Em 2026, Gustavo já perdeu cerca de quinze quilos durante a recuperação; está em remissão da doença e faz acompanhamento hormonal anual para monitorar o equilíbrio entre hipófise e glândulas suprarrenais.
Gustavo de Oliveira, 16 anos, teve ganho de peso rápido e expressivo no último ano, chegando a 113 kg. Um tumor benigno na base do crânio mudou a produção de cortisol, hormônio ligado ao estresse, levando a alterações significativas no seu corpo.
A família percebeu sinais como dores de cabeça, apetite elevado e rápido aumento de peso. Em 2025, após avaliação médica no Paraná, Gustavo teve o diagnóstico de doença de Cushing, condição rara associada a alterações hormonais causadas por tumores.
O caso ocorreu em Curitiba, no Hospital Pequeno Príncipe, referência em atendimento pediátrico. O diagnóstico veio após exames e observação clínica, com a confirmação de que o tumor hipofisário elevava o cortisol de forma desregulada.
Entretanto, a doença costuma levar tempo para ser identificada. Médicos apontam que o atraso pode durar dois anos, com tratamentos que não resolvem a origem do problema nesse período.
Tratamento e cirurgia
A cirurgia, realizada sob acesso pelo nariz, durou cerca de duas horas e teve bom resultado. O objetivo foi remover o tumor hipofisário sem abrir o crânio, recuperando a produção hormonal normal gradualmente.
Pós-operatório, Gustavo apresentou efeitos kolaterais esperados, como dor de cabeça e fase de desregulação do cortisol. O corpo precisa se reajustar após a retirada do tumor.
Recuperação e desfechos
Nos meses seguintes, o adolescente começou reposição hormonal e acompanhamento anual. Entre o fim de 2025 e 2026, houve perda de peso gradual e melhora clínica, com remissão da doença de Cushing.
O peso já caiu cerca de 15 kg no primeiro semestre de 2026, e o cenário atual exige monitoramento periódico para evitar novo tumor ou necessidade de nova intervenção.
Observações finais
Especialistas destacam a importância de atenção a sinais como ganho de peso rápido, pressão arterial alterada e cansaço excessivo. O tema reforça a necessidade de diagnóstico precoce e acompanhamento multidisciplinar.
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