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Colossal e Governo dos EUA criam BioVault de espécies ameaçadas

Colossal Biosciences e o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA criam um BioVault nacional com amostras genéticas de espécies ameaçadas, sob posse federal

Courtesy of Colossal
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  • Colossal Biosciences e o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA vão criar um repositório nacional de material genético de espécies ameaçadas, armazenado em Dallas com cópias distribuídas pelo país.
  • Serão coletadas amostras de mais de 2.300 espécies protegidas pelo Endangered Species Act, incluindo células, tecidos reprodutivos e DNA; o governo federal possuirá as amostras.
  • As amostras serão criopreservadas, com a Colossal realizando sequenciamento genético e tornando os dados disponíveis para pesquisadores e conservacionistas.
  • A iniciativa acontece em um momento em que a administração Trump busca enfraquecer proteções da Endangered Species Act, incluindo propostas que podem ampliar atividades de petróleo e gás em áreas protegidas.
  • O governo também formou o God Squad para avaliar isenções a proteções de espécies no golfo do México, decisão que enfrentou ações legais de ambientalistas.

O Colossal Biosciences, em parceria com o Serviço de Pesca e Vida Silvestre dos EUA (FWS), planeja criar um repositório nacional de material genético de espécies ameaçadas e sob proteção. O projeto envolve coleta de células, tecidos reprodutivos e DNA de mais de 2.300 espécies, com amostras criopreservadas no laboratório da Colossal em Dallas e cópias duplicadas distribuídas pelo país.

O objetivo é sequenciar o material e disponibilizar os dados para pesquisadores e conservacionistas. O governo federal terá a propriedade das amostras, segundo o acordo com o FWS. A Colossal também fornecerá kits de coleta para facilitar a obtenção de sangue, pele e outros tecidos em campo. A coleta já teria começado, segundo a empresa.

O anúncio ocorre em meio a movimentos do governo para enfraquecer proteções da Lei de Espécies Ameaçadas (ESA). O Departamento do Interior aponta mudanças para considerar fatores econômicos e de segurança nacional na definição de habitats protegidos, além de eliminar regras que tratam ameaçadas e em perigo de forma idêntica. Tais propostas geram críticas de grupos ambientais.

Especialistas veem o projeto como uma resposta tecnológica às políticas de conservação, mas divergem sobre a prioridade de preservar habitats naturais. O diretor de espécies ameaçadas da Center for Biological Diversity afirma que a iniciativa pode soar como esforço de resgate apenas quando falhas forem evidentes na recuperação natural.

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