- Em 1º de julho de 2025, o cometa interestelar 3I/ATLAS foi detectado pelo ATLAS e é o terceiro objeto dessa natureza já visto.
- Ele atravessa o Sistema Solar a mais de 60 quilômetros por segundo, vindo de fora da estrela anfitriã.
- Um estudo na Nature, liderado por Martin Cordiner, sugere que o 3I/ATLAS é um fóssil galáctico, mais antigo que o Sistema Solar.
- Observações do James Webb e do Atacama Compact Array mostram menos carbono-13 nas moléculas emitidas pelo cometa, indicando formação há cerca de 12 bilhões de anos, em estágio inicial da galáxia.
- O Vera Rubin Observatory deve aumentar a detecção de objetos interestelares nas próximas décadas, permitindo observar essa população como um grupo e entender a formação de planetas na Via Láctea.
O cometa interestelar 3I/ATLAS foi detectado em 1º de julho de 2025 pelo sistema ATLAS, no Chile. O objeto atravessou o Sistema Solar a velocidade recorde, passando a pouco mais de 60 milh/sl na sua saída, sem retorno previsto.
Os cientistas registraram que se trata de apenas o terceiro visitante interestelar já visto até hoje. O cometa veio de outra estrela e não deve voltar ao espaço interestelar, mantendo-se em fuga pelo espaço a mais de 60 km/s.
O estudo aponta que o 3I/ATLAS é um fóssil galáctico, mais antigo que o próprio Sistema Solar, com origem em uma época anterior à formação do nosso sistema. A informação vem de análises feitas com telescópios de ponta.
Origem interestelar
Observações do James Webb e do Atacama Compact Array analisaram o cometa em infravermelho e micro-ondinhas, estudando gases emitidos ao aproximar-se do Sol. Os resultados indicam carbono-12 mais abundante que carbono-13 no objeto.
Essa diferença de isótopos sugere formação muito antiga, possivelmente há cerca de 12 bilhões de anos, antes da evolução do Sistema Solar. A composição reflete processos estelares da galáxia primordial.
Observações e implicações
A pesquisa reforça a hipótese de que o material interestelar circula pelo espaço entre estrelas após a ejeção de sistemas planetários. O 3I/ATLAS apresenta características únicas em relação aos demais visitantes já registrados.
Os pesquisadores destacam que cada objeto detectado até agora tem traços distintos, reforçando a diversidade dessa população de detritos interestelares que cruza a galáxia.
Futuras observações
O Vera Rubin Observatory, no Chile, reúne a maior câmera já instalada em um telescópio de grande porte, apta a detectar mais objetos interestelares. A expectativa é identificar dezenas de novos visitantes na próxima década.
Com mais descobertas, será possível observar esses corpos como uma população, contribuindo para entender a formação de estrelas e de planetas na Via Láctea. As informações reforçam o valor de tecnologias modernas de observação.
Este artigo utiliza dados do James Webb, do Atacama Compact Array e de análises revisadas em publicação científica, creditando as instituições envolvidas sem citar contatos nem links diretos.
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