- Estudo aponta que a risada de grandes primatas tem ritmo parecido com o humano há pelo menos 15 milhões de anos, com riso isócrono observado em todos os grupos estudados.
- Foram analisadas 140 sequências de risos de cinco táxons: orangotangos, gorilas, bonobos, chimpanzés e humanos, com idades entre seis meses e sete anos.
- O riso humano apresenta tempo de emissão mais rápido e maior variação, o que pode estar ligado ao surgimento da fala, segundo os pesquisadores.
- Apesar das diferenças entre espécies, o riso permaneceu conservado independentemente de idade ou gênero, sugerindo uma pista sobre evolução vocal.
- Os autores ressaltam que ainda são necessários mais estudos com outras amostras para confirmar a relação entre ritmo do riso e evolução da linguagem.
Macacos e seres humanos teriam compartilhado risadas com ritmo semelhante há cerca de 15 milhões de anos, aponta estudo publicado nesta quinta-feira. A pesquisa indica que o riso de grandes símios permanece isócrono, com intervalos regulares entre explosões vocais.
Chiara De Gregorio, Marina Davila Ross e Adriano R Lameira, da Universidade de Warwick, assinam o trabalho na revista Communications Biology. O estudo analisa 140 sequências de risos de cinco táxons, incluindo orangotangos, gorilas, bonobos, chimpanzés e humanos entre seis meses e sete anos.
Os autores destacam que o riso humano se tornou mais rápido e mais variável ao longo da evolução. Segundo eles, essa plasticidade vocal pode ter sido decisiva para o nascimento da fala, embora ainda haja necessidade de novas amostras para confirmação.
Resultados mostraram que o riso dos grandes símios é reconhecível pelos humanos por milênios de evolução. A isocronia, ou ritmo regular, persiste apesar das diferenças entre espécies e idades.
Em humanos, a temporização do riso varia conforme o contexto social, com risadas mais rápidas em situações de cócegas. Nos primatas analisados, a variabilidade do ritmo é menor em grupos mais distantes da espécie humana.
A pesquisa reforça a hipótese de que flexibilidade e controle vocal teriam aumentado gradualmente entre grandes símios e humanos, contribuindo para o desenvolvimento da fala e da linguagem. Os autores ressaltam a necessidade de ampliar amostras para confirmar as conclusões.
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