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Lista de fauna ameaçada inclui 180 animais e retira 150

Atualização da lista de fauna ameaçada inclui 180 espécies novas, retira cento e cinquenta, totalizando 790, com reclassificações, como a arara-azul-grande para Vulnerável

Arara-azul — Foto: © Paulo Pinto/Agência Brasil
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  • Atualização da Lista Nacional de Fauna Ameaçada inclui 180 espécies ou subespécies novas e 150 removidas.
  • Ao todo, passam a ser 790 espécies ou subespécies sob diferentes graus de perigo, além de nove espécies na Lista Nacional Oficial de Espécies de Fauna Extintas.
  • Exemplos citados: arara-azul-grande (reclassificada como Vulnerável), bugio-preto e tamanduaí.
  • As categorias são: Vulneráveis, Em Perigo, Críticamente em Perigo, Possivelmente Extintas (CR-PE) e Extinta na Natureza (EW).
  • Autoridades destacam a importância da lista para planos de recuperação e conservação da biodiversidade; documento substitui a versão de 2022.

A Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção foi atualizada após avaliações do estado de conservação feitas pelo ICMBio. O documento soma 790 espécies ou subespécies sob diferentes níveis de perigo, com 180 incluídas e 150 retiradas.

Entre as novidades, a arara-azul-grande (*Anodorhynchus hyacinthinus*) passou a Vulnerável (VU), e o bugio-preto (*Alouatta caraya*) e o tamanduaí (*Cyclopes rufus*) também aparecem na lista. A atualização envolve mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados terrestres.

A nova edição substitui a versão de 2022 e integra a Lista Nacional de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção, com 790 espécies, além da Lista de Fauna Extinta com nove entidades. O levantamento também abrange uma classificação de cinco categorias de risco.

A maior parte dos registrados são invertebrados terrestres (264), seguidos por aves (242), répteis (123), mamíferos (102) e anfíbios (59). Peixes e invertebrados aquáticos aparecem em outra lista atualizada neste ano.

Entre as espécies extintas, seis são aves, duas anfíbias e um roedor, o Noronhomys vespuccii, que ocorria em Fernando de Noronha. As listas ajudam a orientar ações de preservação e recuperação.

Proteção da biodiversidade

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirma que a lista é um dos instrumentos mais importantes para a proteção da biodiversidade brasileira, abrindo caminhos para planos de recuperação.

O presidente do ICMBio, Mauro Pires, ressalta que poucos países avaliam a biodiversidade na escala brasileira, destacando o papel técnico do levantamento. O documento resulta de parceria com pesquisadores e organizações da sociedade civil.

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