- Terremoto de magnitude oito vírgula oito ocorreu na Península de Kamchatka, na Rússia, gerando um tsunami que atravessou o Pacífico.
- Pela primeira vez, um satélite registrou esse tsunami em alta resolução durante o deslocamento pelo oceano.
- As imagens foram capturadas pelo satélite Surface Water Ocean Topography (SWOT), uma missão conjunta da Nasa e da agência espacial francesa.
- Os dados mostraram um comportamento não previsto: as ondas se espalharam, interagiram entre si e se dispersaram por milhares de quilômetros.
- Pesquisadores dizem que as informações do SWOT ajudam a revisar modelos de previsão de tsunamis, que até então dependiam mais de boias no oceano.
Um terremoto de magnitude 8,8 na Península de Kamchatka, na Rússia, gerou um tsunami de grande escala que percorreu o Pacífico. Pela primeira vez, um satélite registrou esse tsunami com alta resolução enquanto ele se movia pelo oceano.
As imagens foram capturadas pelo satélite SWOT (Surface Water Ocean Topography), uma missão conjunta da NASA com a agência espacial francesa. O equipamento, projetado para monitorar rios, lagos e oceanos, revelou aspectos inéditos da propagação das ondas.
O registro mostrou um comportamento atípico para tsunamis de grande porte. Em vez de manterem uma forma estável, as ondas se dispersaram, interagiram entre si e se espalharam por milhares de quilômetros, desafiando modelos existentes de previsão.
Pesquisadores dizem que os dados do SWOT funcionam como um *óculos* novo para observar tsunamis. Até então, as medições dependiam principalmente de boias no oceano, que captam o fenômeno apenas em pontos específicos.
A equipe científica ressalta que o nível de detalhamento do satélite pode ajudar a entender melhor a dinâmica dessas ondas gigantes. Com isso, podem surgir ajustes nos modelos de previsão e de mitigação de impactos.
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