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Alimentos afrodisíacos funcionam? Diferença entre tradição e ciência

Não há evidência conclusiva de que afrodisíacos aumentem libido ou desempenho; efeitos são indiretos e ainda não comprovados em humanos

Existem certos alimentos que, segundo a crença popular, podem despertar o desejo sexual. Mas o que diz a ciência?
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  • Não há evidência científica conclusiva de que alimentos afrodisíacos aumentem a libido ou o desempenho sexual; o efeito costuma ser folclore ou placebo.
  • O uso de afrodisíacos existe há milhares de anos em várias culturas; o termo deriva do grego e remete a prazer sexual.
  • Pesquisas em animais sugerem efeitos em ereção e circulação, mas os resultados não são suficientes para confirmar benefícios em humanos e podem envolver riscos.
  • Uma revisão de 2013 aponta alguns alimentos com possível benefício clínico, como ginseng, açafrão, Tribulus terrestris e outros, mas ainda faltam evidências robustas.
  • Em casos de disfunção sexual, médicos costumam indicar tratamentos específicos (ex.: inibidores da PDE5) e não depender apenas de alimentos; a avaliação médica é essencial.

Não há evidência científica conclusiva de que alimentos considerados afrodisíacos aumentem a libido ou o desempenho sexual. Em geral, o efeito é visto como folclore ou placebo, com variações individuais.

O texto aborda tradições de culturas antigas e o que a ciência ocorre, destacando que muitos itens históricos foram estudados apenas em animais ou em condições não aplicáveis a humanos. O termo afrodisíaco deriva do grego aphrodisia, relacionado a Afrodite.

O que dizem os estudos

Pesquisas de ratos indicaram que algumas substâncias como ambreína, muira puama e ginseng podem relaxar a musculatura do pênis, potencialmente ajudando na ereção em condições controladas. Outros compostos mostraram efeitos variados em modelos animais, sem comprovação em humanos.

Resultados clínicos humanos são limitados. Estudos de 2013 apontaram ingredientes com potencial efeito em testes clínicos, mas ainda exigem confirmação. Entre as substâncias citadas estão Tribulus terrestris, açafrão, maca peruana e gengibre, entre outras.

Limites e prudência

Os testes em humanos não são conclusivos e costumam usar altas dosagens ou misturas complexas de ingredientes. Suplementos podem conter ativos não totalmente avaliados e potencialmente inseguros, o que reforça a necessidade de orientação médica.

Mesmo quando há indicação de benefício, o efeito é variável entre pessoas. Em casos de disfunção erétil recorrente, profissionais costumam indicar tratamentos médicos específicos, como inibidores da PDE5, em vez de depender apenas de alimentos.

O que fazer

Para quem busca melhora da função sexual, orientar-se por avaliação médica é essencial. A ciência não recomenda substituir tratamentos clínicos por alimentos afrodisíacos, especialmente sem diagnóstico adequado. A prudência evita riscos à saúde.

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