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Pesquisadores revelam como ativar células de defesa contra câncer de fígado

Imunoterapia associada a Plerixafor pode romper a barreira que impede infiltração de células T em câncer de fígado, mas há apenas dados pré-clínicos

Uma equipe internacional de cientistas apresentou resultados considerados promissores sobre uma nova estratégia para o tratamento de tipos raros e agressivos de câncer de fígado – depositphotos.com / magicmine
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  • Pesquisadores apresentam resultados promissores ao combinar imunoterapia com o medicamento AMD3100 (Plerixafor) para câncer de fígado agressivo.
  • O estudo mostra que alguns tumores no fígado formam uma “armadilha” que dificulta a infiltração de células T, mesmo com imunoterapia.
  • O eixo CXCR4/CXCL12 está elevado ao redor do tumor e contribui para manter as células de defesa afastadas da massa tumoral.
  • Em modelos pré-clínicos, o uso do AMD3100 junto com imunoterapia aumentou a infiltração de células T ativas no tumor e, em alguns casos, reduziu o crescimento tumoral.
  • Ainda não há validação em pacientes; o passo seguinte é a realização de ensaios clínicos de fase inicial para avaliar segurança, dose e sinais de eficácia.

Uma equipe internacional de pesquisadores apresenta resultados promissores de uma estratégia para tratar tipos raros e agressivos de câncer de fígado. O estudo combina imunoterapia com o medicamento AMD3100, conhecido como Plerixafor, já aprovado para outras indicações. Ainda não há eficácia comprovada em humanos.

A pesquisa investiga por que muitos tumores hepáticos resistem às terapias que estimulam o sistema imune. Em modelos pré-clínicos e análises de tecidos humanos, os cientistas descrevem uma barreira que dificulta a infiltração de células T, peças-chave da defesa contra o câncer.

O papel do eixo CXCR4/CXCL12

Observou-se que o eixo CXCR4-CXCL12 está aumentado em regiões que cercam o tumor, criando uma espécie de cinturas de exclusão para as células T. Esse arranjo impede que a resposta imune alcance o interior da massa tumoral, mesmo com uso de imunoterapia.

Como o AMD3100 entra na estratégia

O AMD3100 bloqueia o receptor CXCR4, reduzindo a barreira que prende as células de defesa do lado de fora do tumor. Em combinação com imunoterapia, há maior infiltração de células T ativas e maior interação com as células cancerígenas nos modelos estudados.

Os dados demonstram maior presença de células T funcionais no interior dos tumores tratados com a associação, em comparação aos grupos que receberam apenas imunoterapia. Em alguns modelos animais, houve redução do crescimento tumoral e controle da doença mais prolongado.

Reposicionamento de medicamentos e próximos passos

O uso de medicamentos já cadastrados para novas indicações, como o Plerixafor, facilita avanços rápidos para ensaios clínicos. Vantagens incluem histórico de segurança, encurtamento de etapas de pesquisa e potencial associação com terapias já estabelecidas.

Atualmente, os pesquisadores destacam que os resultados são preliminares e válidos apenas para o ambiente experimental. A próxima etapa envolve ensaios clínicos de fase inicial para avaliar segurança, dose e sinais preliminares de eficácia em humanos.

Perspectivas e cautela

Espera-se definir grupos de pacientes com câncer de fígado agressivo e estabelecer esquemas de dose para a combinação com imunoterapia. A comparação com dados históricos ajudará a interpretar efeitos adversos e resposta tumoral. A confirmação em pacientes depende de novos estudos.

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