- Ruas, estações de trem, pontos de ônibus, canteiros e playgrounds de Londres atingiram superfícies entre 50°C e 65°C durante a onda de calor, conforme imagens térmicas da Greenpeace UK feitas em 24 de junho, entre 14h e 17h.
- O ponto mais quente foi em Holborn, com o asfalto revolvido marcando 65°C; em Highbury & Islington, a superfície de uma plataforma externa chegou a 62°C; na Gray’s Inn Road houve 59°C.
- Em áreas centrais, Piccadilly Circus e Oxford Circus registraram 56°C, Regent Street 57°C e King’s Cross Square 54°C; o piso de um vagão da Victoria Line ficou em torno de 40°C.
- Um playground em Islington atingiu 53°C às 17h; em andaimes próximos a uma obra em Holborn, materiais variaram entre 40°C e 60°C.
- A Greenpeace UK diz que os registros mostram a necessidade de medidas de adaptação mais robustas, como mais sombra, áreas verdes, limites de exposição ao calor para trabalhadores e proteção a grupos vulneráveis, em meio a uma onda de calor que afeta toda a Europa.
O que aconteceu foi registrado em Londres durante a onda de calor desta semana: imagens térmicas mostram superfícies na cidade entre 50°C e 65°C, revelando o calor extremo ao nível do solo. As medições foram feitas na quarta-feira (24), entre 14h e 17h, pela TI Thermal Imaging para a Greenpeace UK.
A varredura mostrou pontos críticos: uma obra em Holborn atingiu 65°C; uma plataforma ao ar livre na estação Highbury & Islington chegou a 62°C; e um ponto de ônibus na Gray’s Inn Road marcou 59°C. No centro da cidade, superfícies de Piccadilly Circus e Oxford Circus chegaram a 56°C.
Temperaturas ainda mais altas foram registradas na Regent Street (57°C) e em King’s Cross Square (54°C). Dentro de um vagão da Victoria Line, o piso atingiu cerca de 40°C. Em Islington, um playground registrou 53°C às 17h, enquanto andaimes em Holborn variaram entre 40°C e 60°C.
Impacto urbano e respostas
A Greenpeace UK explica que a diferença entre ar e superfície explica por que cidades viram armadilhas de calor, com vias, concreto e vidro absorvendo calor. O grupo aponta necessidade de planos de adaptação para casas, escolas, transporte e locais de trabalho.
Mel Evans, chefe de clima da organização, afirma que Londres pode se tornar mais vulnerável a eventos extremos e que há falhas na adaptação de infraestrutura e espaços públicos. A entidade defende áreas verdes, maior sombra, limites de exposição ao calor para trabalhadores e proteção a grupos vulneráveis.
Além disso, a Greenpeace cobra que empresas de combustíveis fósseis contribuam para cobrir parte dos custos dos impactos climáticos. O levantamento acompanha um episódio mais amplo de temperaturas extremas na Europa, com recordes de junho no Reino Unido reportados pelo Met Office.
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