- Dois terremotos na Venezuela, em 24/6, atingiram magnitudes de 7,2 e 7,5, causando dezenas de mortes; no Brasil, houve apenas tremores leves em Manaus e Belém.
- O Brasil fica no centro da placa tectônica sul-americana, longe das bordas onde há maior atrito e maiores abalos sísmicos.
- Países vizinhos próximos aos Andes estão sobre os limites entre placas, o que aumenta a frequência e a intensidade dos tremores naquela região.
- Os terremotos ocorrem pelo movimento das placas e pela energia que se acumula nas fraturas das rochas, liberada em terremotos de maior ou menor magnitude.
- Dados da Universidade de São Paulo indicam cerca de cem tremores no Brasil no último século, com o mais forte em 1955 (M 6,6); os episódios mais recentes foram três tremores em Tucuruí, Pará, em 11 de junho, sendo o maior de 3,5.
Brasil tende a registrar abalos sísmicos menos intensos e menos frequentes do que seus vizinhos, especialmente no norte do continente. O que ocorre é explicado pela localização do país no centro da placa tectônica Sul-Americana, longe de seus limites de atrito com outras placas.
A explicação está na estrutura da crosta terrestre. As placas são enormes blocos rochosos que se movem lentamente, até cerca de 10 centímetros por ano. Nos limites entre placas, a fricção acumula energia que pode se romper e provocar tremores de maior magnitude.
No Brasil, a maior parte do território fica no interior da própria placa Sul-Americana. Assim, o deslocamento entre placas acontece de forma mais contida, reduzindo a percepção de abalos fortes no território nacional.
Já os países próximos à Cordilheira dos Andes, como Venezuela, México e alguns Estados andinos, estão mais próximos do contato entre placas. Esses limites convergentes acumulam energia que, quando liberada, resulta em sismos mais intensos.
Especialistas destacam que, embora o Brasil tenha histórico de poucos terremotos significativos, a realidade não é de completa imune. Oscilações menores são comuns e podem ser percebidas por moradores de algumas regiões, sem causar grandes danos.
Dados da USP apontam que o Brasil teve cerca de 100 tremores no último século, com magnitude geral baixa. O evento mais forte registrado ocorreu em 1955, no Mato Grosso, com cerca de 6,6 na escala Richter, atingindo também áreas do Espírito Santo.
Em anos recentes, houve ocorrências moderadas entre 4 e 6 de magnitude, perceptíveis em alguns estados, como Ceará, Amazonas, Minas Gerais e São Paulo. O episódio de 11 de junho, neste ano, registrou três tremores na região de Tucuruí, no Pará, o maior com 3,5.
A repercussão de tremores nacionais costuma refletir a intensidade do sismo. Abalos pequenos geram menos cobertura, enquanto eventos mais fortes atraem mais atenção, mesmo que ocorram com menor frequência.
Entre na conversa da comunidade