- Especialistas dizem que, sem problemas digestivos, comer frutas à noite não deve atrapalhar o sono.
- Declarações atribuídas ao cardiologista Aurelio Rojas, sugerindo que frutas noturnas atrapalham o descanso, são questionadas pela evidência científica.
- Uma meta-análise recente mostra que carboidratos à noite elevam a glicose pós-prandial em relação ao consumo pela manhã, mas não há diferenças claras na resposta de insulina.
- O leve aumento da glicose ao consumir banana ou uvas à noite não comprova, por si só, piora na qualidade do sono.
- No extremo, comer muita fruta à noite pode causar digestão pesada e sono mais fragmentado.
Recentemente circulou na internet a afirmação de que comer frutas à noite poderia atrapalhar o sono. Declarações atribuídas ao cardiologista Aurelio Rojas ganharam destaque, segundo as quais bananas, uvas, manga ou abacaxi à noite prejudicariam o descanso. Especialistas questionam a validade dessas ideias.
Aproveitam-se argumentos sobre crononutrição, que estuda como o corpo metaboliza nutrientes em horários diferentes. Evidências indicam que carboidratos consumidos à noite elevam a glicose pós-prandial em relação ao consumo pela manhã, mas não apontam diferenças consistentes na resposta de insulina. Assim, uma elevação leve de glicose noturna não comprova piora do sono.
Ainda conforme o tema, um consumo excessivo de fruta à noite pode favorecer digestão pesada e sono fragmentado. Contudo, isso depende do volume alimentar e de fatores individuais, como presença de problemas gastrointestinais. O texto destaca que a relação entre alimento noturno e sono não é determinada unicamente pela fruta.
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