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Como surgem os cosméticos de luxo? Conheça os jardins das grifes

Marcas de luxo investem em jardins próprios para rastreabilidade e eficácia dos ativos, fortalecendo a agricultura regenerativa e a preservação ambiental

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  • Grandes grifes de cosméticos de luxo investem em jardins próprios e agricultura regenerativa para garantir qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade dos ativos de skincare e perfumaria, diante de um mercado global que deve movimentar US$ 580 bilhões até 2027.
  • Chanel mantém a Camellia Farm em Gaujacq, no sudoeste da França, com camélias de várias espécies cultivadas de forma agroecológica para linhas centrais da marca.
  • Lancôme opera o Domaine de la Rose, em Grasse, com mais de seis hectares de plantas e mais de duzentas espécies preservadas, monitoradas por ciência e práticas regenerativas.
  • Davines tem o Jardim Científico em Parma, um complexo de quase oito hectares que funciona como laboratório a céu aberto para desenvolvimento de ativos botânicos.
  • YSL Beauty e Dior mostram exemplos de responsabilidade social e ambiental com Jardins Comunitários de Ourika no Marrocos e The Rose de Granville, respectivamente, complementando a rastreabilidade e a sustentabilidade de ingredientes.

Para o mercado global de beleza, que pode movimentar US$ 580 bilhões até 2027, as grandes grifes aceleram a adoção de práticas de agricultura regenerativa. Chanel, Dior, Lancôme, YSL Beauty e Clarins investem em jardins próprios para garantir rastreabilidade, qualidade e sustentabilidade dos ativos usados em skincare e perfumaria. O movimento responde a demandas por transparência e menor impacto ambiental.

O conceito vai além de paisagens bonitas: os jardins funcionam como laboratórios abertos, com monitoramento minucioso do solo, clima e ciclos de florescimento. Técnicos acompanham cada etapa, da plantação à extração, para manter a concentração de ativos naturais e proteger espécies frente às mudanças climáticas.

Camellia Farm, Domaine de la Rose, Jardim Científico e outros espaços compõem a nova engrenagem da beauté. A exclusividade passa a incluir o controle da cadeia produtiva, a rastreabilidade e a eficácia sem comprometer o meio ambiente. A seguir, os espaços e seus diferenciais.

Camellia Farm, Chanel

Gaujacq, no sudoeste da França, abriga mais de 40 hectares de camélias. A flor centraliza a linha N°1 de Chanel e a Hydra Beauty, em versões vermelha e branca, respectivamente. Cultivo agroecológico conecta preservação, pesquisa e qualidade em todas as fases da produção.

Domaine de la Rose, Lancôme

Em Grasse, a chamada capital mundial do perfume, o espaço cruza biodiversidade com laboratório vivo. Em mais de 6 hectares, rosas centifólias, lavanda, jasmim e íris convivem com centenas de espécies sob agricultura regenerativa. Acompanhamento individual de plantas alimenta formulações da marca.

Jardim Científico, Davines

Parma abriga quase 8 hectares dedicados a plantas aromáticas, medicinais e perfumadas. O local funciona como laboratório a céu aberto para desenvolver ativos botânicos que abastecem produtos capilares. A parceria de cinco anos com o Rodale Institute reforça a pesquisa em agricultura regenerativa.

Jardins Comunitários de Ourika, YSL Beauty

Nas montanhas do Atlas, Marrocos, o programa social-ecológico utiliza energia solar e agricultura orgânica. Mais de 200 espécies são cultivadas, incluindo romã, jasmim e açafrão. Mulheres berberes lideram a produção, com capacitação em jardinagem, vendas e gestão.

Domaine Clarins, Clarins

Nos Alpes, a 1.400 metros de altitude, o Domaine Clarins cultiva plantas alpinas para extratos usados na pele. O espaço prioriza solos saudáveis, biodiversidade e métodos sem agrotóxicos, com foco na sustentabilidade e na rastreabilidade.

The Rose de Granville, Dior

Em Granville, berço de Christian Dior, mais de 50 mil roseiras cobrem 7 hectares. A rosa é ingrediente-chave da linha Dior Prestige. A colheita ocorre no auge da concentração de ativos, com prensagem a frio e extração criossônica para preservar moléculas ativas.

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