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Dicas de neurocientista para manter o cérebro atualizado na era da IA

Exercícios físicos multiplicam mitocôndrias e energia do cérebro, fortalecendo flexibilidade mental para lidar com as mudanças do século XXI

As dicas de uma neurocientista para atualizar o cérebro na era da inteligência artificial
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  • A neurocientista Hannah Critchlow, da Universidade de Cambridge, lançou o livro The 21st Century Brain, que aborda habilidades necessárias para a mente no século XXI.
  • Ela destaca empatia e inteligência emocional como fundamentais para satisfação, relações e performance acadêmica, defendendo a autocompaixão como ponto de partida.
  • A autora conecta mudanças rápidas à necessidade de bioenergia saudável, com foco nas mitocôndrias, as usinas de energia das células e do cérebro.
  • Exercícios físicos fortalecem as mitocôndrias, aumentam a energia cerebral e ajudam a assimilar novas informações, acompanhados de sono adequado e alimentação saudável.
  • O texto ressalta que aceitar mudanças e ambiguidade faz parte da nossa natureza produtiva, enfatizando a ideia de inovação como impulso humano.

No livro The 21st Century Brain, a neurocientista Hannah Critchlow, da Universidade de Cambridge, analisa habilidades-chave para a mente no século 21. A obra surge em meio ao avanço acelerado da inteligência artificial e propõe caminhos para manter o cérebro ágil diante das mudanças.

Critchlow sustenta que o conhecimento gerado pela neurociência pode ser usado para ampliar a capacidade cognitiva humana. Ela afirma ter escrito o livro para si mesma, para orientar decisões na meia-idade, para seus pais na terceira idade e para o filho, de 10 anos, buscando orientar o florescimento cerebral.

A pesquisadora revela que a ideia central é disponibilizar ferramentas que aumentem a flexibilidade mental, a capacidade de adaptação e a criatividade. O foco está na bioenergia do cérebro, especialmente nas mitocôndrias, que alimentam células e circuitos neurais, segundo a autora.

Um eixo da obra é a relação entre hábitos saudáveis e performance mental. Exercícios físicos são apresentados como estimuladores da multiplicação de mitocôndrias, elevando a energia disponível para pensar, resolver problemas e aprender. O texto associa atividade física à manutenção da agilidade cognitiva.

Outro ponto destacado é a importância da empatia e da inteligência emocional como habilidades centrais para o século 21. Critchlow defende que práticas de autocompaixão ajudam a gerenciar emoções, fortalecendo relações interpessoais e contribuindo para o bem-estar geral, independentemente de fatores genéticos.

Mudanças significativas na forma de pensar

Segundo a autora, a tolerância a mudanças, incertezas e ambiguidades é essencial para lidar com a velocidade de transformação social e tecnológica. Ela argumenta que o cérebro pode ser treinado para manter o equilíbrio emocional e a curiosidade, favorecendo a inovação sem perder o foco.

A obra também aborda como a relação entre tecnologia e neurociência pode orientar escolhas individuais. Critchlow sugere que entender o funcionamento cerebral permite extrair o máximo da capacidade humana diante de uma IA cada vez mais presente no cotidiano.

Para ilustrar a aplicação prática, a autora descreve hábitos que ajudam a conservar a bioenergia cerebral: sono de qualidade, alimentação equilibrada e redução de açúcares e ultraprocessados. Esses cuidados visam manter mitocôndrias saudáveis e energia estável.

O livro cita ainda evidências de que atividades físicas ao longo da vida estão associadas à redução de riscos de depressão na velhice e à preservação da função cognitiva, fortalecendo a autonomia na idade avançada.

Critchlow destaca que a pesquisa sobre o cérebro do século 21 não propõe uma transformação radical de imediato, mas um conjunto de hábitos, estratégias e entendimentos que ajudam a enfrentar o ritmo atual. O lançamento ocorreu pela editora Torva, no Reino Unido.

David Robson, escritor de ciências citado pela autora, também atua em temas de conectividade social. A obra reconhece a influência de estudos sobre comportamento humano na construção de estratégias para o cotidiano.

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