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Dieta DASH protege mais o cérebro, aponta estudo de Harvard

Dieta DASH apresenta maior associação com menor declínio cognitivo em estudo de Harvard com 159 mil participantes ao longo de trinta anos

Imagem mostra uma diversidade de alimentos saudáveis incluindo frutas, hortaliças, leite e oleaginosas - Metrópoles
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  • Estudo de Harvard, publicado na JAMA Neurology em 23 de fevereiro, acompanhou mais de 159 mil pessoas por cerca de 30 anos e indicou que a dieta DASH foi o padrão alimentar mais associado à preservação da saúde do cérebro.
  • Ao comparar seis padrões, DASH apresentou resultados mais consistentes do que os demais, inclusive em relação à dieta mediterrânea.
  • Entre quem seguiu mais a DASH, a probabilidade de declínio cognitivo foi 41% menor do que entre quem menos seguiu o padrão alimentar.
  • Outras dietas também ajudaram: alimentação baseada em vegetais e controle da resposta à insulina reduziram em 24%, e um padrão próximo à dieta mediterrânea reduziu 16%.
  • Benefícios foram maiores para quem manteve o hábito desde a meia-idade, com ganhos em envelhecimento cognitivo (aproximadamente 0,8 ano) e memória de trabalho (cerca de 1,4 ano).

A dieta DASH, criada para ajudar no controle da pressão arterial, mostrou ser o padrão alimentar mais associado à proteção cerebral em um estudo realizado por pesquisadores de Harvard. A análise, publicada na revista JAMA Neurology em 23 de fevereiro, acompanhou mais de 159 mil pessoas por cerca de 30 anos.

Os pesquisadores avaliaram seis padrões alimentares e encontraram que todos apresentaram relação com melhor saúde cognitiva, mas a DASH teve resultados mais consistentes e superiores aos demais, inclusive em comparação com a dieta mediterrânea. O estudo é observacional, ou seja, identifica associações, não prova causalidade.

Entre os participantes mais fiéis à DASH, a probabilidade de declínio cognitivo foi 41% menor do que entre os que menos seguiram o padrão. Outras dietas também reduziram o risco, mas em menor intensidade. A adesão à DASH também se correlacionou com desempenho cognitivo mais jovem em testes específicos.

Detalhes do estudo

O estudo acompanhou 159.347 participantes que relataram hábitos alimentares a cada quatro anos. A DASH prioriza frutas, verduras, grãos integrais, feijões, castanhas e laticínios com baixo teor de gordura, além de peixe e aves, com redução de sal, carnes vermelhas, ultraprocessados, doces e bebidas açucaradas.

Os autores ressaltam que os benefícios foram mais evidentes entre quem manteve o padrão desde a meia-idade, sugerindo importância de hábitos ao longo da vida para a proteção cognitiva. A dieta DASH já era associada à saúde cardiovascular, o que pode contribuir para o envelhecimento cerebral.

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