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Gripe aviária mortífera se espalha pelo mundo antes de chegar à costa austral

H5N1 atinge todos os continentes e avança para a fauna australiana, elevando o risco de extinção de espécies endêmicas

Researchers visited the South Georgia coast to monitor the spread of the H5N1 variant of flu among Antarctic fur seals and birds.
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  • O vírus H5N1 de gripe aviária já chegou a todos os continentes, incluindo a costa da Austrália, levantando preocupações sobre espécies únicas do país.
  • Em South Georgia, uma população de focas-elefante morreu com o vírus detectado entre 2024, após a detecção em aves marinhas migratórias três anos antes.
  • Em Heard Island, cientistas encontraram treze mil filhotes de focas-elefante mortos, entre outros animais, com testes positivos para a cepa.
  • Especialistas destacam que, embora o risco direto para humanos seja baixo, a doença ameaça mais de mil espécies de fauna australiana, muitas endêmicas.
  • Autoridades e pesquisadores alertam para a possibilidade de disseminação por aves aquáticas que migram entre a Antártida e a Austrália, diante de cenários climáticos que podem ampliar encontros entre pássaros infectados.

Foram cinco dias de viagem desde as Ilhas Falkland até a costa de South Georgia, onde a expedição científica encontrou corpos de focas-variadas. A equipe acompanhava a propagação da variante H5N1 do vírus avícola, detectada na região subantártica no fim de 2023.

A pesquisadora Jane Younger, ecologista do Institute for Marine and Antarctic Studies da Universidade de Tasmania, relata que centenas de petrelingos gigantes se alimentavam dos corpos. A tragédia inclui famílias de focas mortas, com filhotes buscando a mãe.

Outra equipe, ligada ao programa antártico australiano, localizou milhares de focas-elefantes mortas em Heard Island, a cerca de 6,5 mil quilômetros de South Georgia, com indícios de infecção pelos mesmos vírus. Os testes foram positivos.

A doença já atingiu todos os continentes, conforme autoridades. Em várias regiões, aves marinhas migratórias representam o principal vetor, com impactos ainda imprevisíveis sobre a fauna local.

Impactos e contexto global

A linhagem H5N1 já causou perdas maciças de aves domésticas e animais silvestres desde 2020. Países reportam milhões de animais abatidos ou mortos, agravando preocupações sobre cadeias alimentares e ecossistemas.

Especialistas indicam que o risco para humanos permanece baixo, embora haja registros de fatalidades desde 1997 em trabalhadores da avicultura. No entanto, a transmissão entre humanos é considerada rara.

Autoridades ambientais destacam que grande parte da biodiversidade australiana é endêmica, elevando a vulnerabilidade de espécies únicas. Conservacionistas defendem ações rápidas para proteger fauna nativa.

Caminhos futuros e monitoramento

Pesquisadores indicam provável expansão da doença pelo país nas próximas semanas, com variações ao longo de meses. Projetos de monitoramento em wetlands e áreas costeiras devem aumentar para detectar novos casos.

Especialistas reforçam a necessidade de políticas de contenção, criação de populações de reserva de espécies ameaçadas e investimento em avaliações de risco. A cooperação entre governos e universidades é considerada essencial.

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