- A busca de apoio emocional em IA, com chatbots como ChatGPT, Gemini e Claude, vem aumentando e sendo usada como confidente, conselheira e companhia.
- Estudo com 3 800 adolescentes europeus: mais da metade reconhece falar sobre a vida emocional com chatbots; nos EUA, 1 em cada 5 jovens de 12 a 21 anos recorre à IA para saúde mental.
- No Brasil, 58% de 1 200 adultos acima de 18 anos já usaram IA para tratar questões emocionais (pesquisa de 2025 da Talk Inc).
- Motivos apontados: acesso facilitado, disponibilidade constante, confidencialidade e a sensação de não sermos julgados pelos chatbots.
- Principais riscos: dependência ou confiança cega no algoritmo; casos extremos como suicídio de alguém que acreditava manter um relacionamento com a IA; especialistas ressaltam que a IA pode falhar e não substitui orientação humana.
Aumenta o uso de IA para suporte emocional, segundo novos estudos. Chatbots como ChatGPT, Gemini e Claude são consultados para sentimentos, angústias e decisões pessoais. A tendência acompanha a expansão da inteligência artificial no cotidiano.
Pesquisas sugerem que a busca por apoio afetivo via IA cresce entre jovens e adultos. Um estudo com 3.800 adolescentes europeus apontou que mais da metade já recorre a chatbots para falar de vida emocional. Nos EUA, 20% dos jovens entre 12 e 21 anos utilizam IA nesse contexto.
Dados de 2025 indicam que 58% de 1.200 brasileiros com mais de 18 anos já buscaram auxílio emocional por meio de IA, conforme levantamento da Talk Inc. A pesquisadora Carla Mayumi destaca que o Brasil tem perfil de uso intenso de plataformas de mensagens, o que favorece esse comportamento.
Profissionais e acadêmicos discutem por que esse vínculo ocorre. Pesquisas qualificativas indicam que chatbots oferecem acesso fácil, confidencialidade e ausência de julgamentos, criando uma sensação subjetiva de proximidade com uma entidade parecida com a humana.
Especialistas alertam para riscos. A dependência excessiva pode comprometer a avaliação da eficácia e da segurança das interações. A automação tende a concordar com o usuário, o que pode dificultar reflexão crítica.
Casos extremos elevam o debate. Em um episódio nos EUA, um homem que acreditou manter romance com um chatbot do Gemini cometeu suicídio, evidenciando vulnerabilidades associadas à confiança cega na IA.
Em termos práticos, o uso de IA para apoio emocional é visto como benefício potencial, especialmente pela disponibilidade contínua e confidencialidade. Ainda assim, é necessário monitoramento para evitar consequências negativas.
A pesquisa da Universidade de Glasgow, realizada em contexto internacional, aponta possibilidades de alívio emocional, mas ressalta a importância de não substituir vínculos humanos nem a orientação profissional quando necessária.
Especialistas ressaltam que, embora o fenômeno tenha potencial terapêutico, é essencial educar usuários sobre limites, eficácia das intervenções e riscos de dependência, mantendo a IA como complemento, não substituto.
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