- Geovani Campos Canton, 28 anos, tornou-se o primeiro paciente da Fundação Hospitalar do estado de Minas Gerais a receber polilaminina.
- O procedimento foi realizado no Complexo Hospitalar de Barbacena na terça-feira, 23 de junho, dentro de protocolo experimental autorizado pela Anvisa para uso compassivo.
- A polilaminina é uma versão aprimorada da laminina, proteína que atua no desenvolvimento de células nervosas e que busca reduzir a inflamação e favorecer a reconexão de estruturas nervosas.
- O tratamento faz parte do Projeto Polilaminina, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com participação do neurocirurgião Bruno Cortes.
- A operação contou com apoio aéreo do Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais; a fisioterapia continua como parte do acompanhamento.
Geovani Campos Canton, 28 anos, tornou-se o primeiro paciente da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) a receber polilaminina, aplicação realizada após uma lesão medular causada por acidente de motocicleta. O procedimento ocorreu na terça-feira, 23/6, no Complexo Hospitalar de Barbacena (CHB).
A polilaminina, versão aprimorada da laminina, é estudada para estimular a recuperação neurológica em traumas na medula e nos nervos da coluna. A aplicação ocorreu sob protocolo experimental autorizado pela Anvisa, na modalidade de uso compassivo para pacientes sem alternativas terapêuticas.
Geovani sofreu o acidente na noite de 19/6 e passou por cirurgia no CHB no dia 21/6. A avaliação clínica confirmou elegibilidade ao protocolo, permitindo a intervenção em prazo curto com documentação adequada.
A iniciativa envolveu o CHB, equipe multiprofissional do hospital e o Projeto Polilaminina, desenvolvido pelo Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ. O grupo busca ampliar possibilidades de recuperação funcional em traumas neurais, com acompanhamento fisioterapêutico contínuo.
O ortopedista e cirurgião de coluna Renato Guimarães, do CHB, destacou a relevância do avanço para a instituição ao inserir um paciente SUS num estudo experimental. A recuperação passa pela fisioterapia, essencial para estimular conexões nervosas.
Profissionais do CHB ressaltaram que a polilaminina atua como suporte para orientar o crescimento de axônios e reduzir inflamação na área lesionada. O objetivo é ampliar ganhos neurológicos, ainda sem garantia de reversão completa da lesão.
A diretora assistencial do CHB e a família de Geovani elogiaram a rapidez do atendimento e o caráter inovador do procedimento. A família reforçou a confiança no cuidado recebido durante a internação.
O transporte da equipe envolvida contou com apoio aéreo do BOA, do Corpo de Bombeiros, em parceria com a SES-MG. A operação evidencia o esforço logístico para realizar intervenções experimentais em hospitais da rede pública.
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