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Prática de atividade física mundial permanece estagnada há 20 anos

Globalmente, a prática de atividade física permanece estagnada há vinte anos, com políticas insuficientes para mudar hábitos e criar ambientes caminháveis

Trocar o carro por transporte público ou encontrar outras maneiras de dar mais passos por dia são táticas para se exercitar mais
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  • Estudo publicado na Nature Health, liderado por pesquisadores da Universidade do Texas, analisou 200 países entre 2004 e 2025 e mostrou estagnação da prática de atividade física há duas décadas.
  • Hoje, um a cada três adultos e 20% dos adolescentes não atingem a recomendação mínima de 150 minutos semanais de atividade moderada.
  • Países adotaram políticas de incentivo, mas faltam metas claras, financiamento estruturado e mudanças no funcionamento dos sistemas para gerar impacto real.
  • Especialistas destacam que o sedentarismo recebe menos atenção que tabagismo e obesidade, e que o ambiente e a facilidade de prática influenciam mais o comportamento do que a informação.
  • A pesquisa defende alterar o ambiente urbano e a mobilidade para tornar a atividade física mais comum no dia a dia, com ações integradas entre setores e mudanças estruturais.

O estudo mais recente aponta que a prática de atividade física se mantém estagnada há cerca de 20 anos, mesmo com políticas de incentivo ao redor do mundo. Dados de 2004 a 2025 mostram poucos avanços na adesão à meta mínima de 150 minutos semanais de prática moderada.

Segundo a pesquisa publicada na Nature Health, 1 em cada 3 adultos e 20% dos adolescentes não atingem o mínimo recomendado. A situação contribui para mortes precoces e o aumento de doenças crônicas em diversos países.

A análise envolve documentos de 200 países ao longo de duas décadas, com diferentes políticas públicas para estimular a atividade física. A grande maioria não registrou impacto relevante nos níveis de prática.

A pesquisadora responsável, da Universidade do Texas, aponta que políticas formais existem, mas costumam falhar na operacionalização. Falta clareza de metas, financiamento estável e designação de responsabilidades.

Crivoi, especialista em educação física, comenta que há desconexão entre o que a ciência recomenda e o que é implementado em larga escala. A prioridade não se transforma em ações concretas.

O estudo ressalta que intervenções que modificam o ambiente tendem a ter mais efeito do que campanhas educativas isoladas. Morar perto de opções de transporte público pode aumentar a prática diária de atividades.

Ainda não há avaliação de quais políticas funcionam melhor em quais contextos. Diferenças culturais e desigualdades socioeconômicas aparecem como fatores limitados na análise.

O autor ressalta a importância de transformar o conhecimento em ações de grande alcance, com mudanças estruturais e integração entre setores, para aumentar a atividade física na população.

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