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SUS inicia distribuição de canetas emagrecedoras em projeto-piloto no RS

SUS inicia piloto com semaglutida em Porto Alegre para 250 obesos graves, avaliando impactos clínicos, custo-benefício e viabilidade logística

Foto: Rafael Nascimento/MS / Porto Alegre 24 horas
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  • Ministério da Saúde iniciou a distribuição gratuita de semaglutida pelo SUS, em projeto-piloto Real-Bari, em Porto Alegre.
  • A ação atenderá 250 pacientes com obesidade grave que estão na fila da cirurgia bariátrica, com monitoramento por especialistas do Grupo Hospitalar Conceição.
  • O objetivo é avaliar efeitos clínicos, relação custo-benefício e a viabilidade de manter a terapia na rede pública a longo prazo.
  • O ministro Alexandre Padilha acompanhou a primeira aplicação; os benefícios podem se estender a diabetes, outras doenças crônicas e pacientes oncológicos.
  • O primeiro paciente a receber o medicamento pelo SUS foi Guilherme Panichi, 39 anos; critérios de seleção incluem diagnóstico de obesidade há pelo menos um ano e falha de abordagens tradicionais.

O Ministério da Saúde iniciou, nesta sexta-feira (26), a distribuição gratuita de semaglutida, princípio ativo de medicamentos conhecidos como “canetas emagrecedoras”, pelo SUS. O piloto acontece em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, com o projeto Real-Bari e atende 250 pacientes com obesidade grave em fila para cirurgia bariátrica.

O estudo é coordenado pelo Grupo Hospitalar Conceição e prevê monitoramento contínuo por parte de especialistas da instituição. A iniciativa visa avaliar impactos clínicos, custo-benefício e a viabilidade de incorporar a terapia ao restante da rede pública de saúde.

Desenvolvimento do piloto

O foco inicial envolve pacientes da fila regulada para bariátrica que necessitam perder peso para realizar o procedimento com segurança. O acompanhamento técnico analisará perda de peso, qualidade de vida, exames laboratoriais e custos do tratamento farmacológico ao longo de dois anos.

O ministro Alexandre Padilha acompanhou a primeira aplicação, realizada publicamente ao lado de pacientes. O Ministério aponta que o monitoramento pode beneficiar também diabetes, outras doenças crônicas e pacientes oncológicos no futuro.

Segundo dados do Grupo Hospitalar Conceição, 91% dos pacientes atendidos apresentam obesidade na forma mórbida, e 47% reúnem condições clínicas para cirurgia de imediato, com hipertensão como comorbidade mais comum. A seleção do programa exige diagnóstico de obesidade há pelo menos um ano e falha de abordagens clínicas anteriores, além de suporte para aplicação semanal das doses.

O primeiro brasileiro a receber a medicação pelo SUS foi Guilherme Henrique Panichi, de 39 anos, motorista de aplicativo, da Região Sul. Ele participou da aplicação inicial e destacou expectativas de recuperação de ânimo, disposição física e participação social.

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