- Existe uma “bolha gelada” no Atlântico Norte, ao sul da Groenlândia e da Islândia, com SST abaixo da média.
- O arrefecimento é agravado pelo derretimento da Groenlândia, que libera água doce e fria na superfície oceânica, dificultando a mistura com águas mais quentes.
- A diminuição da Circulação Meridional de Gradiente do Atlântico (AMOC) reduz o transporte de calor para o norte, fortalecendo a condição fria na região.
- A diferença de temperatura entre essa área fria e regiões quentes da Europa altera o jet stream, criando ondulações que favorecem bloqueios atmosféricos.
- Esses bloqueios elevam ondas de calor na Europa, resultando em verões mais intensos, longos e frequentes, com impactos na chuva, incêndios, energia e saúde pública.
A “bolha gelada” no Atlântico Norte pode estar alimentando verões mais quentes na Europa. Cientistas veem nessa mancha fria uma teleconexão climática que impacta a atmosfera, favorecendo ondas de calor no continente. A área fica ao sul de Groenlândia e Islândia, onde a temperatura da superfície do mar fica abaixo da média.
O resfriamento não ocorre isoladamente. O derretimento da Groenlândia libera água doce e fria, dificultando a mistura com camadas profundas. Ao enfraquecer a Circulação Meridional de Golfo (AMOC), menos calor chega à região, reforçando o frio regional e influenciando o jet stream.
Como a bolha influencia a Europa
A diferença de temperatura entre o Atlântico frio e regiões quentes do continente altera padrões de pressão. O jet stream responde, ganhando ondulações mais fortes que serpenteiam o fluxo de ar. Bloqueios atmosféricos resultam em altas temperaturas persistentes por dias ou semanas.
O que é um bloqueio Ômega
Durante esse bloqueio, a alta pressão funciona como tampa, reduzindo nuvens e frentes frias. O aquecimento vem de massas de ar quente do Saara, acumulando calor. Solos secos e falta de chuvas agravam o aquecimento, aumentando o risco de incêndios e pressão em serviços.
Paradoxo do aquecimento global
Enquanto o planeta esquenta, a Groenlândia perde gelo, aumentando água fria no Atlântico. Isso pode enfraquecer a AMOC e, assim, reforçar padrões que promovem ondas de calor na Europa. Estudos de institutos como o GEOMAR ajudam a entender essas teleconexões.
Essa rede de relações mostra como pequenas mudanças oceânicas podem se propagar a milhares de quilômetros e afetar grandes cidades europeias. Compreender a bolha gelada é essencial para antecipar riscos climáticos e planejar respostas públicas.
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