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Dermatologistas esclarecem quando o colágeno para cabelo vale a pena

Dermatologistas ressaltam que o colágeno não substitui tratamento para queda de cabelo; suplementação só é indicada em deficiência nutricional, com orientação médica

Colágeno para o cabelo funciona? — Foto: Reprodução/Instagram @gabrielleshamon
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  • O colágeno é popular, mas seu papel na saúde capilar é indireto e não há evidência suficiente para recomendá-lo como tratamento para queda ou fortalecimento dos fios.
  • A queratina, a proteína principal do cabelo, representa 80% a 90% da estrutura e é fundamental para resistência e elasticidade; a deficiência nutricional de proteínas pode deixar o cabelo quebradiço.
  • Pesquisas sobre colágeno mostram resultados limitados; há indícios de melhora modesta em algumas pessoas, mas não há consenso para uso como terapia de primeira linha. Precursores do colágeno podem ser mais adequados em casos de deficiência.
  • A suplementação pode ser indicada em situações como deficiência nutricional, estresse, infecção, anemia, pós-operatório, constipação intestinal e, em alguns casos, idosos ou mulheres na pós-menopausa, sempre sob orientação médica.
  • A saúde capilar depende de múltiplos fatores (genética, hormônios, alimentação, couro cabeludo, doenças, saúde hormonal); abordagem integral é necessária, e suplementação sem necessidade pode sobrecarregar o organismo.

O colágeno está entre os suplementos mais procurados para beleza, mas sua eficácia para a saúde capilar ainda é contestada. Dermatologistas explicam que a proteína atua indiretamente na estrutura do cabelo e que as evidências atuais não a recomendam como tratamento definitivo para queda ou enfraquecimento dos fios.

A proteína mais presente no cabelo é a queratina, responsável por 80% a 90% da sua composição, conferindo resistência e elasticidade. Em situações de desnutrição, o organismo prioriza funções vitais e o fio pode ficar mais frágil. Assim, a alimentação desempenha papel crucial na qualidade capilar.

Apesar da popularidade, não há comprovação robusta de que suplementar com colágeno beneficie diretamente o cabelo. Estudos disponíveis apresentam resultados limitados e não há consenso para indicar o colágeno como primeira opção para queda ou degeneração capilar. Precursores do colágeno costumam ser mais indicados quando há deficiência nutricional.

O que dizem os especialistas

As profissionais destacam que alguns estudos mostraram pequenas melhorias na densidade ou na espessura dos fios após longos períodos de suplementação, mas esses efeitos são modéstios e dependem de fatores individuais como nutrição, genética e saúde hormonal. Por isso, a recomendação é considerar o colágeno como opção suplementar apenas em casos específicos e com orientação médica.

A dermatologista Caroline Romanelli aponta que promoções comerciais vão além do que a ciência sustenta atualmente. Ela ressalta que o papel do colágeno na pele é entendido, mas os resultados no cabelo ainda não são robustos. A nutróloga Mariana Comério acrescenta que a suplementação pode ter utilidade em situações de deficiência, porém não deve ser vista como tratamento padrão.

Quando a suplementação pode ser indicada

Casos de deficiência nutricional, estresse, infecções, anemia, pós-operatórios e até constipação intestinal podem justificar uma avaliação de suplementação. Em intestino com absorção prejudicada, melhorar a nutrição pode favorecer a saúde capilar. Além disso, grupos como idosos e mulheres na pós-menopausa podem apresentar benefícios indiretos relacionados ao suporte dos tecidos.

Profissionais reforçam que o conjunto de fatores determina a saúde capilar. Genética, hormônios, estado geral de saúde, condições do couro cabeludo e alimentação influenciam o crescimento e a qualidade da haste. A recomendação é uma abordagem integrada: dieta equilibrada, suplementação de deficiências identificadas, manejo do couro cabeludo e tratamento médico indicado para queda quando necessário.

Segurança e uso responsável

O uso indiscriminado de colágeno não é recomendado. A ingestão sem necessidade pode sobrecarregar órgãos como fígado e rins. Exames prévios e orientação médica são essenciais para personalizar a suplementação, respeitando as necessidades de cada indivíduo.

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