- Uso permanece estável: 51% da geração Z usa IA generativa diariamente (22%) ou semanalmente (29%), com 56% dos estudantes do ensino básico e 48% dos adultos da mesma faixa usando a tecnologia; estudo ouviu 1.572 jovens de 14 a 29 anos entre 24 de fevereiro e 4 de março neste ano.
- Entusiasmo caiu: a parcela que se diz animada com a IA caiu de 36% para 22%; a esperança recuou de 27% para 18%, enquanto a raiva subiu de 22% para 31%; a ansiedade permanece em 42%.
- Curiosidade é a emoção dominante: 49% dos jovens relatam curiosidade como sentimento predominante.
- Relação uso-emoção: entre usuários diários, 69% são curiosos, 44% animados e 38% esperançosos; entre não usuários, esses números caem para 28%, 4% e 2%, respectivamente.
- Medo de aprendizado e trabalho: 80% dos jovens acham provável que IA atrapalhe o aprendizado; no trabalho, 48% veem mais riscos que benefícios e 69% preferem trabalho sem IA; 3% confiam mais em trabalhos feitos apenas por IA.
A geração Z usa IA de forma constante, porém está menos entusiasmada. Segundo levantamento da Gallup, feito com jovens americanos, o uso diário ou semanal se mantém estável, mas o humor em relação à tecnologia piorou no último ano. A pesquisa ouviu 1.572 jovens de 14 a 29 anos.
O estudo, realizado em parceria com a Walton Family Foundation e a GSV Ventures, mostra que mesmo usuários frequentes ficaram menos positivos. O levantamento ocorreu entre 24 de fevereiro e 4 de março deste ano.
O uso permanece estável
Em 2026, 51% dos jovens de 14 a 29 anos utilizam IA generativa diariamente (22%) ou semanalmente (29%), sem diferença estatística em relação a 2025. Estudantes de ensino básico adotam mais o recurso (56%) que adultos da mesma geração (48%).
Sentimentos em queda
Enquanto o uso não varia, o entusiasmo despencou. Animados caíram de 36% para 22%, a esperança de 27% para 18%, e a raiva subiu de 22% para 31%. A ansiedade permanece alta em 42%, e a curiosidade é o sentimento dominante, em 49%.
Relação uso e percepção
Entre usuários diários, 69% se dizem curiosos, 44% animados e 38% esperançosos. Entre quem nunca usa IA, esses percentuais caem para 28%, 4% e 2%. Ansiedade atinge 60% e raiva 59% entre não usuários, contra 28% e 18% entre diários.
Medo de prejudicar o aprendizado
Oito em cada dez jovens avaliam que IA pode atrapalhar o aprendizado futuro. A percepção de utilidade para pensar criticamente (42% vs 25%) e para ter ideias próprias (38% vs 31%) diminuiu. Acredita-se que IA acelera o trabalho (56%) caiu para 46%.
No mercado de trabalho
Entre quem já trabalha, 48% veem mais riscos do que benefícios no uso de IA, frente 15% que veem o contrário. A confiança em trabalhos com IA é baixa: 69% confiam mais em trabalhos sem IA, 28% confiam em trabalhos com IA e 3% confiam apenas em IA.
Conclusão anunciada pela pesquisa
O retrato apresentado indica paradoxo: uso constante, expectativa de dominar a tecnologia, mas dúvidas sobre ganhos criativos e de aprendizado. A Gallup aponta que a confiança da geração Z depende de a IA ampliar capacidades humanas, não substituí-las.
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