- O impacto de um asteroide na Austrália há setecentos e noventa mil anos criou uma cratera de quatro quilômetros de diâmetro, próxima à cidade de Ora Banda.
- Pesquisadores afirmam, em artigo publicado em 9 de junho na revista Meteoritics and Planetary Science, que a colisão formou grandes quantidades de ouro.
- As rochas vulcânicas metamorfoseadas da região são conhecidas por apresentarem pequenas pepitas de ouro, principalmente nas zonas de brecha associadas ao impacto.
- As evidências diagnósticas incluem cones de estilhaçamento, variação de tipos rochosos e núcleos de sondagem que mostram rochas diferentes na região.
- Os pesquisadores também identificaram grãos de quartzo deformados típicos de impactos e resíduo de meteorito no vidro, sustentando a conclusão de que Ora Banda é uma cratera de impacto.
O impacto de um asteroide na região da Austrália, há cerca de 790 mil anos, teria formado uma cratera de aproximadamente 4 km de diâmetro. O estudo, publicado em 9 de junho na revista Meteoritics and Planetary Science, aponta que o evento favoreceu a formação de grandes quantidades de ouro na região.
O local fica próximo à cidade de Ora Banda, área historicamente ligada à mineração de ouro. Pesquisadores descrevem rochas verdes metamorfoseadas, típicas de rochas vulcânicas, que aparecem entre as rochas de evidência de impacto na região.
A hipótese central é que, durante o choque, partículas de ouro caíram do céu e se depositaram nas brechas recém-formadas. O estudo sugere que o ouro não apenas ficou preso nas rochas, mas também chegou a alcançar o solo na forma de gotas.
Evidências diagnósticas
Cones de estilhaçamento, estruturas cônicas associadas à passagem da onda de choque, foram encontradas em afloramentos e permitiram confirmar o antigo local de impacto. Núcleos de sondagem revelaram uma variedade de tipos rochosos na Ora Banda.
A distribuição dos tipos rochosos varia com a profundidade: argilas predominam no topo, enquanto brechas formadas pela força do impacto aparecem mais abaixo. A diferenciação é usada para mapear a sequência de eventos do impacto.
Rocha brecha polimítica com e sem vidro de impacto foi observada, incluindo material suevita, que indica a presença de vidro de impacto produzido pelo aquecimento durante o choque. Esses vestígios ajudam a reconhecer a presença de material fundido expelido ao ar.
Outras evidências incluem grãos de quartzo deformados, característicos de impactos de meteoritos, e resíduo de material extraterrestre no vidro, decorrente da vaporização do corpo celeste durante a colisão. Essas pistas consolidam a conclusão de que Ora Banda é uma cratera de impacto.
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