- A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) informou que, em 2025, ocorreram 38,7 milhões de voos no mundo e foram transportados 4,53 bilhões de passageiros.
- Foram registrados 51 acidentes, o que corresponde a 1,32 acidente por milhão de voos, mantendo a aviação como o meio de transporte mais seguro.
- O medo de voar costuma surgir pela forma como o cérebro interpreta situações de incerteza, mais do que pelo risco real da atividade, segundo o especialista Lito Sousa.
- A ampla cobertura de acidentes na imprensa aumenta a percepção de perigo, ainda que a frequência de eventos seja baixa.
- Dicas para reduzir a ansiedade: buscar informações confiáveis, evitar notícias sensacionalistas, escolher horários de voo que favoreçam descanso, usar técnicas de respiração e buscar acompanhamento se necessário.
Balanço global da aviação mostra que, mesmo com a incidência de turbulências, o transporte de passageiros continua entre os mais seguros. Um relatório da IATA, divulgado em março de 2026, aponta que em 2025 ocorreram 38,7 milhões de voos, que transportaram 4,53 bilhões de passageiros. O número de acidentes foi 51, equivalentes a 1,32 por milhão de voos.
O estudo envolve a indústria aeronáutica mundial e evidencia que, mesmo com episódios de turbulência e de acidentes que ganham grande repercussão, o setor mantém um patamar elevado de segurança. Lito Sousa, piloto, mecânico aeronáutico e um dos pioneiros no estudo da aerofobia no Brasil, explica que o medo está ligado à forma como o cérebro processa incertezas, não aos riscos reais da atividade.
O que explica o medo de voar? O cérebro tende a registrar com mais intensidade eventos que despertam medo ou forte impacto emocional. Um acidente, quando noticiado, ocupa a memória por mais tempo do que milhares de pousos tranquilos. A percepção de risco tende a aumentar mesmo quando os dados indicam o contrário, afirma Sousa.
Sons e momentos de turbulência costumam assustar passageiros, especialmente pela falta de familiaridade com o funcionamento das aeronaves. Barulhos e alterações de potência são interpretados como sinais de perigo, embora façam parte da operação normal. A turbulência, segundo o especialista, é prevista e amplamente tratada por pilotos e aeronaves.
Como reduzir a ansiedade durante o voo? Passos simples podem melhorar a experiência: buscar informações de fontes confiáveis sobre aviação, evitar excesso de notícias sensacionalistas, tentar voos em horários que favoreçam descanso, usar técnicas de respiração para controlar a ansiedade e procurar acompanhamento profissional se o medo atrapalhar a vida diária.
Conhecimento, segundo Sousa, reduz insegurança. Entender o funcionamento da aviação facilita a substituição do medo por confiança. Quando o receio interfere na qualidade de vida, buscar apoio profissional pode fazer a diferença. O medo de voar é natural, mas não precisa limitar a rotina de quem viaja.
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