- A Nasa inicia uma operação de resgate de US$ 30 milhões para impedir que o telescópio Swift caia de volta à Terra.
- A missão prevê o lançamento de um robô salvador, chamado Link, desenvolvido pela startup Katalyst Space Technologies, para capturar o Swift e elevá-lo a uma órbita mais estável acima de 600 quilômetros.
- O Swift, em órbita de 360 quilômetros, vem perdendo altitude por causa da atividade solar; a decolagem pode ocorrer já na terça-feira, 30, a partir de um atol nas Ilhas Marshall, no Pacífico, a bordo de um foguete Pegasus lançado por avião.
- O Telescópio Espacial Hubble também está em risco, e a Nasa avalia intervenções futuras; se o resgate der certo, o Swift pode retomar operações em setembro.
- A Link fará a captura em cerca de um mês e depois levará meses para atingir a órbita desejada; estimativas apontam que o Swift alcance o nível de 600 quilômetros até outubro.
A Nasa anunciou uma operação de resgate para impedir que o telescópio Swift caia de volta à Terra. O plano envolve uma missão de US$ 30 milhões para reposicioná-lo em órbita mais alta, com o auxílio de um robô salvador em desenvolvimento pela Katalyst Space Technologies. A decolagem está prevista para ocorrer nesta semana, a partir de um atol nas Ilhas Marshall, no Pacífico, a bordo de um foguete Pegasus lançado por avião.
O objetivo é manter o Swift em uma órbita estável, longe da reentrada, para continuar a detectar explosões de raios gama e outras combustões cósmicas. O observatório, em operação desde 2004, vem reduzindo altitude devido à atividade solar. A Katalyst afirma que o robô Link, com três braços, poderá capturar o Swift e elevá-lo de 360 km para cerca de 600 km.
Detalhes da operação
O Link deverá se encontrar com o Swift em cerca de um mês, iniciando o resgate e a transferência de órbita. Em seguida, o objetivo é manter a plataforma em uma altitude acima de 300 km, com a estimativa de atingir os 600 km desejados em meses seguintes. A missão também envolve aumento de resistência para futuras operações com outros observatórios.
A Nasa adiou parte das observações do Swift para priorizar a proteção do instrumento. A chefe de missões científicas destacou que, se o Swift reentrasse, seria perdida capacidade valiosa para pesquisas em raios gama. O Hubble também está em risco, podendo ser alvo de futuras ações de manutenção orbital, segundo autoridades envolvidas no projeto.
A empresa afirma que o projeto representa uma inovação logística e tecnológica para reparos no espaço. O CEO da Katalyst, Ghonhee Lee, sinalizou que a experiência pode abrir caminho para futuras operações com satélites em órbitas elevadas, a exemplo de missões anunciadas para o próximo ano. A missão atual busca confirmar a viabilidade do robô e da técnica de reposicionamento.
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