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Nova lista da fauna ameaçada inclui arara-azul, bugio-preto e tamanduaí

Atualização da lista da fauna ameaçada traz 180 novas incluídas e 156 retiradas; arara-azul-grande, bugio-preto e tamanduaí passam a vulneráveis

Arara azul em uma palmeira-Metrópoles
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  • O Ministério do Meio Ambiente atualizou a lista da fauna ameaçada em 18 de junho de 2026, com avaliações do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.
  • Ao todo, 180 espécies ou subespécies passaram a integrar a lista, e 156 deixou de ser classificada como ameaçada; o conjunto total reúne 790 espécies ameaçadas e nove oficialmente extintas.
  • Entre as novidades estão a arara-azul-grande, o bugio-preto e o tamanduaí, agora classificados como vulneráveis.
  • O processo envolve o ICMBio, a Comissão Nacional da Biodiversidade e consultas a especialistas, para orientar políticas públicas, licenciamento ambiental e ações de conservação.
  • A Mata Atlântica continua sendo o bioma com mais espécies ameaçadas, seguido pelo Cerrado; a Amazônia também enfrenta ameaças, mas com menor número de espécies nessa situação.

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) atualizou a lista da fauna ameaçada no Brasil, documento que reúne espécies em risco de extinção e orienta políticas de conservação. A portaria foi publicada em 18 de junho de 2026 e contemplou avaliações do ICMBio sobre o estado de conservação da fauna.

Ao todo, 180 espécies ou subespécies passaram a integrar a lista, enquanto 156 deixaram de ser classificadas como ameaçadas. O relatório completo inclui 790 espécies sob proteção e uma lista de nove consideradas extintas no país. Entre as novidades, estão a arara-azul-grande, o bugio-preto e o tamanduaí, reclassificadas como vulneráveis.

Atualização técnica e científica

O diretor de Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade, Braulio Dias, destaca que a lista é revisada permanentemente, pois o risco de extinção muda com o tempo. Desmatamento, queimadas, poluição, caça e pesca ilegais podem elevar o risco, enquanto ações de conservação podem reduzir o cenário.

As propostas são elaboradas pelo ICMBio e passam por consultas com especialistas, seguidas da análise da Comissão Nacional da Biodiversidade (Conabio). O Ministério do Meio Ambiente dá aprovação final após incorporar contribuições da sociedade e de órgãos públicos.

Implicações para políticas públicas

A lista orienta a criação de unidades de conservação, programas de recuperação, licenciamento ambiental e definição de áreas prioritárias. Também orienta investimentos em pesquisas científicas e a gestão de impactos de obras de infraestrutura na biodiversidade.

O presidente do ICMBio, Mauro Pires, ressalta que o Brasil possui capacidade de avaliar sua biodiversidade em larga escala, base essencial para decisões de conservação, desenvolvimento e uso sustentável dos recursos naturais. O estado de conservação das espécies é apresentado como condição para ações do governo.

Biomas e distribuição

O MMA aponta que a Mata Atlântica continua com o maior número de espécies ameaçadas, reflexo de ocupação urbana e industrial. Em seguida aparece o Cerrado, pressionado pela expansão agrícola. A Amazônia também enfrenta ameaças, porém apresenta menor número de espécies na lista em comparação aos demais biomas.

A atualização da lista serve como ferramenta para equilibrar desenvolvimento econômico, uso sustentável dos recursos naturais e preservação da biodiversidade brasileira. As informações são utilizadas em processos de licenciamento ambiental para mitigar impactos sobre espécies ameaçadas.

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