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Supercomputador chinês ultrapassa sistema dos EUA como o mais potente

LineShine assume a liderança global com 2,198 exaflops, ultrapassando El Capitan em 21,5% e adotando arquitetura exclusivamente de CPUs

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  • LineShine, da China, assumiu a liderança do ranking TOP500 em 23 de junho de 2026, com 2,198 exaflops de Rmax.
  • El Capitan e Frontier, dos Estados Unidos, ocupam a segunda e a terceira posições, respectivamente.
  • LineShine adota uma arquitetura baseada exclusivamente em CPUs, sem GPUs ou aceleradores dedicados.
  • Em capacidade total, os Estados Unidos respondem por 38% do ranking, com 161 máquinas somando 7.031 petaflops; a China aparece em segundo, com 2.377 petaflops em 31 sistemas.
  • O Brasil está na 16ª posição, com 143 petaflops em 10 máquinas.

O LineShine, supercomputador instalado no National Supercomputing Centre in Shenzhen, liderou o ranking TOP500 de junho de 2026, superando o El Capitan, dos EUA, que antes ocupava o topo. A mudança ocorre em divulgação feita em 23 de junho.

Segundo a TOP500, o LineShine alcançou 2,198 exaflops de Rmax no teste Linpack, frente a 1,809 exaflops do El Capitan. A diferença coloca a máquina chinesa cerca de 21,5% mais rápida em processamento bruto.

Desempenho e arquitetura

Desenvolvido pela Lingsheng Technology, o LineShine utiliza exclusivamente CPUs, sem GPUs ou aceleradores dedicados. A estratégia contrasta com a tendência comum entre os sistemas mais potentes, que costumam empregar aceleradores para aumentar o desempenho.

A lista completa do top 10 coloca também quatro norte-americanos entre as primeiras posições, com Frontier, Aurora e Eagle figurando entre os mais potentes. O Japão, a Suíça e a Itália aparecem em posições intermediárias.

Contexto e impactos

A TOP500 é atualizada semestralmente e utiliza o teste Linpack para comparações entre sistemas. O conjunto de dados reflete capacidades de processamento de grandes volumes de dados usados em pesquisa, indústria e IA.

Independentemente da liderança do LineShine, os EUA continuam dominando a capacidade agregada. O país responde por 38% da potência total do ranking, em 161 supercomputadores somando 7.031 petaflops.

Ao todo, a China aparece em segundo lugar na capacidade total, com 2.377 petaflops distribuídos em 31 máquinas. Japão, Itália e Alemanha aparecem logo atrás, com 1.518, 1.450 e 1.403 petaflops, respectivamente.

Esfera de aplicação

Parâmetros de grande escala, alto custo e uso intensivo de computação marcam a utilidade de supercomputadores. Projetos de física, climatologia, biomedicina e IA dependem dessas plataformas para simulações e treinamentos complexos.

A pesquisa internacional sobre computação de alto desempenho permanece estratégica para ciência, indústria e economia, com implicações geopolíticas e de investimento entre países.

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