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Brasil avança em estudos sobre racismo, mas ainda desconhece seus mecanismos

Grupo da Uerj cria base de dados sobre racismo e políticas públicas para subsidiar ações antirracistas e entender mecanismos

Para pesquisador, o debate racial vive um momento de refluxo, após anos de expansão no espaço público.
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  • Grupo DARA (Dados, Antirracismo e Políticas Públicas) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro pretende coletar, integrar e analisar dados sobre racismo e políticas antirracistas no Brasil.
  • A ideia é criar uma plataforma de dados acessível a pesquisadores, gestores públicos e sociedade civil, com dashboards e mapas interativos em tempo real.
  • O objetivo é compreender melhor os mecanismos do racismo para embasar políticas públicas mais eficazes no combate à discriminação.
  • A plataforma deve reunir dados de diversas fontes, incluindo pesquisas, dados administrativos, registros de violência e ações governamentais, até o final do ano.
  • O projeto conta com apoio de órgãos públicos e entidades da sociedade civil e, segundo a coordenação, a produção atual de estudos é fragmentada e pouco sistematizada.

O Brasil tem avançado na produção de estudos sobre racismo, mas ainda conhece pouco seus mecanismos. Um grupo da Uerj, chamado DARA (Dados, Antirracismo e Políticas Públicas), planeja produzir, integrar e analisar dados sobre racismo e políticas antirracistas no país.

A equipe reúne pesquisadores de ciências sociais, estatística, ciência de dados e história. A proposta é criar uma plataforma de dados que subsidie políticas públicas e ações de combate à discriminação, com acesso para pesquisadores, gestores e sociedade civil.

Segundo a coordenadora Ana Paula Almeida, a produção atual sobre racismo é fragmentada e pouco sistematizada. A ideia é disponibilizar uma base de dados com desigualdades raciais, ações afirmativas, violência e políticas públicas, além de dashboards e mapas interativos.

O grupo pretende lançar a plataforma até o final do ano, integrando informações de pesquisas, dados administrativos, registros de violência e ações governamentais. A iniciativa conta com apoio de órgãos públicos e entidades da sociedade civil.

Objetivo e impactos

A gerente do projeto destaca que o objetivo é avançar na compreensão dos mecanismos do racismo para orientar políticas públicas mais eficazes. Dados confiáveis são considerados essenciais para propor soluções.

Cronograma e próximos passos

A equipe avalia etapas de coleta, curadoria, validação de fontes e abertura de acesso aos dados. Em paralelo, haverá disponibilização de ferramentas analíticas para uso público e institucional.

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