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Embrapii mapeia caminhos para inovação tecnológica nos Centros de Competência

Embrapii avança com dez Centros de Competência, reunindo 1.500 pesquisadores e mais de 250 empresas para ampliar a soberania tecnológica brasileira

A colaboração entre ciência e indústria acelera o desenvolvimento de soluções inovadoras para os desafios tecnológicos do Brasil. (Foto: Divulgação)
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  • Embrapii coordena dez Centros de Competência, criados em dois mil e vinte e dois e em operação desde dois mil e vinte e três.
  • Em trinta meses, os centros reúnem cerca de mil e quinhentos pesquisadores, já atraíram mais de duzentas e cinquenta empresas e buscam colocar o Brasil em nível de competitividade com Estados Unidos, Europa e China em áreas de fronteira tecnológica.
  • Os centros funcionam como ambientes de confiança entre pesquisadores, empresas e instituições, com foco em soluções práticas de impacto industrial, não apenas em geração de conhecimento.
  • Um exemplo é o Centro de Competência Future Grid do Lactec, com vinte e oito pesquisadores, atuando em Smart Grids e eletromobilidade, e parcerias com Cedra, CPQD e outros players para projetos de rede inteligente e Open RAN.
  • A estratégia valoriza investimentos em PD&I nos níveis baixos da escala de maturidade tecnológica (TRLs 2 a 6), conectando ideias a aplicações reais e buscando soberania tecnológica e desenvolvimento de negócios.

A Embrapii está promovendo uma transformação silenciosa na cultura de inovação industrial do Brasil. Em 30 meses de operação, seus 10 Centros de Competência reúnem cerca de 1.500 pesquisadores e já atraíram mais de 250 empresas. O objetivo é alcançar competitividade global em áreas estratégicas.

Os Centros de Competência, criados oficialmente em 2022 e em funcionamento desde 2023, adotam um modelo de associação tecnológica. Diferem de estruturas tradicionais ao servirem como ambientes de confiança entre pesquisadores, empresas e instituições, visando soluções com impacto industrial.

Marcelo Prim, Diretor de Operações, afirma que a Embrapii transforma conhecimento em projetos de inovação. Em três décadas de atuação, a instituição busca criar um ecossistema robusto capaz de impulsionar avanços tecnológicos em várias frentes simultaneamente.

Pesquisadores atuam em áreas emergentes como eletromobilidade, terapias avançadas, tecnologias quânticas, imersivas, segurança cibernética e 6G. O objetivo é posicionar o Brasil como player independente em soberania tecnológica.

Future Grid

O Centro de Competência do Lactec Future Grid atua em Smart Grids e Eletromobilidade, com 28 pesquisadores e infraestrutura própria. As linhas de atuação incluem eletrônica de potência, microeletrônica, colheita de energia, protocolos de redes e Virtual Power Plants.

Maximiliano Orfali, presidente do Lactec, explica a estratégia de colaboração. Redes entre Lactec, Cedra (Sistema FIERGS) e CPQD apoiam projetos agrointeligentes e plataformas convergentes para redes de energia e telecomunicações em redes inteligentes.

Uma parceria recente envolve o CESAR, o CISSA e o Future Grid para proteger o Sistema Elétrico de Potência contra ataques cibernéticos quânticos, que poderiam afetar chaves de segurança e serviços essenciais.

Luciano Carstens ressalta que os Centros de Competência criam uma rede integrada de competências para acelerar a inovação e enfrentar desafios estratégicos para indústria e país.

Transformação e competitividade industrial

Guilherme Corrêa, do MCTI, destaca que investimentos em PD&I devem mirar TRLs baixos (2 a 6) para consolidar soberania tecnológica. Esses estágios, entre a ideia e a prototipagem, são cruciais para independência e diferencial competitivo.

Carlos Ribas, do Lactec, acrescenta que conectar projetos desde TRLs baixos até níveis mais elevados facilita a transformação em modelos de negócio viáveis, alinhando tecnologia à demanda de mercado nacional e internacional.

Para os próximos 30 meses, a expectativa é ampliar o conhecimento para a sociedade, gerar empregos qualificados e exportar tecnologia brasileira. O principal desafio é mudar a cultura da associação tecnológica e a participação da indústria.

A Embrapii não atua como programa isolado, mas como o alicerce de um novo modelo brasileiro, em que inovação, colaboração e soberania tecnológica caminham juntos.

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