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Idosos que caminham rápido têm menor risco de Alzheimer, aponta estudo

Estudo revela que idosos de oitava década que caminham rápido apresentam menor risco de Alzheimer, conceito de "supercaminhantes"

Caminha rápida e cognição: associação protetora
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  • Pesquisadores, liderados pelo neurologista Joe Verghese da Universidade Stony Brook, criaram o termo “supercaminhantes” para descrever idosos na casa dos oitenta que caminham tão rápido quanto pessoas cerca de cinquenta anos mais jovens.
  • Em análises de estudos com acompanhamento de cinco anos, esses idosos apresentaram menor risco de desenvolver comprometimento cognitivo e de doenças cerebrais, incluindo Alzheimer.
  • Um dos estudos revelou declínio cognitivo mais lento e maior preservação do hipocampo entre os chamados “super movers”.
  • Em autópsias, a prevalência de Alzheimer e outras demências foi menor entre os supercaminhantes, fortalecendo a relação entre capacidade física e proteção mental.
  • Caminhar rápido é visto como indicativo de integração de sistemas do corpo (cardiovascular, muscular e nervoso) e pode representar um envelhecimento mais saudável e potencialmente biológico mais jovem.

Os chamados “supercaminhantes” são idosos na casa dos 80 anos que caminham tão rápido quanto pessoas três décadas mais jovens. A definição foi criada pelo neurologista Joe Verghese, da Universidade Stony Brook, para estudar proteção cognitiva.

Pesquisadores acompanharam idosos em estudos internacionais e constataram que quem apresenta velocidade de marcha elevada tem menor risco de sofrer comprometimento cognitivo, o que inclui memória, raciocínio e autonomia.

Ao comparar 3 a 5 anos de acompanhamento, os especialistas observaram que os supercaminhantes apresentaram menor probabilidade de evoluir para déficits cognitivos relevantes.

Um estudo mostrou declínio cognitivo mais lento entre esses idosos e preservação maior do hipocampo, área ligada à memória de curto prazo. Esses dados aparecem em conjunto com avaliações neurológicas.

Em autópsias, houve menor prevalência de Alzheimer e de outras demências entre os supercaminhantes, reforçando a relação entre atividade física e proteção cerebral.

Segundo Verghese, caminhar rápido reflete a preservação integrada de sistemas cardiovascular, muscular e nervoso, caracterizando um envelhecimento com menos doenças.

A equipe afirma que o fenômeno pode indicar um perfil de envelhecimento excepcional, com menor carga de doenças, hábitos saudáveis e possível idade biológica mais jovem.

Estudos recentes associam atividade física à redução do risco de Alzheimer, especialmente quando a marcha é mantida em faixas de idade mais avançadas, como os 80 anos.

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