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Apenas 9% dos hospitais têm selo de qualidade, aponta pesquisa

Somente nove por cento das seis mil quinhentos e noventa unidades de saúde têm selo de qualidade; ação visa ampliar certificação a custos mais baixos

Paciente sendo conduzido para a UTI do Hospital Dr. Jayme Santos Neves, na Serra, o maior hospital público do Espírito Santo
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  • Nove por cento das 6.590 unidades de saúde do país têm padrões certificados de excelência no atendimento.
  • A região sudeste lidera, com 324 hospitais certificados, o que representa cinquenta e quatro por cento do total.
  • Nordeste tem 83 certificados (13,7 por cento); Centro-Oeste, 65 (11 por cento); Norte, 26 (4,3 por cento).
  • A certificação não é obrigatória, mas serve como diferencial para pacientes e investidores; há várias certificadoras, como Organização Nacional de Acreditação (ONA), Joint Commission International (JCI) e QMentum.
  • A iniciativa de SindHosp, Iepas e Quality Global Alliance (QGA) quer massificar a acreditação pelo país, tornando-a mais acessível; a Organização Mundial da Saúde aponta que cerca de 30 por cento dos gastos do setor são desperdiçados por falhas de segurança, e a certificação ajuda a reduzir esse desperdício.

Somente 9% das 6.590 unidades de saúde do Brasil, públicas e privadas, operam com padrões certificados de excelência no atendimento. Os dados são da curadoria do Núcleo de Inteligência e Conteúdo do SindHosp.

A região Sudeste lidera, com 324 hospitais certificados, o que representa 54% do total. No Nordeste, apesar de possuir mais de 2.000 hospitais, há apenas 83 certificados (13,7% do total). O Centro-Oeste registrou 65 (11%) e o Norte, 26 (4,3%).

O estudo aponta que a certificação, ainda não obrigatória, funciona como um diferencial para pacientes e investidores ao comprovar níveis de segurança do paciente. Diversas entidades certificadoras atuam no Brasil, como ONA, JCI e Accreditation Canada.

Um esforço para ampliar o alcance ocorre por meio de uma parceria entre SindHosp, Iepas e a Quality Global Alliance, que visa massificar a metodologia CLACS, já aplicada em países da América Latina, incluindo o México. O objetivo é tornar a acreditação mais acessível.

Segundo o presidente do SindHosp, Francisco Balestrin, o custo da acreditação é hoje um dos maiores entraves para ampliar o número de instituições certificadas. Grandes estruturas costumam exigir avaliações com validade entre 1 e 4 anos, realizadas via auditoria no local.

Observa-se ainda que a Organização Mundial da Saúde estima desperdícios de até 30% dos gastos do setor devido a falhas de segurança, erros de medicação e procedimentos desnecessários, riscos que a certificação busca reduzir.

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