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Barcelona distribui pulseiras de monitoramento de temperatura a trabalhadores

Barcelona distribui pulseiras de monitoramento de temperatura a trabalhadores ao ar livre como alerta precoce diante do calor extremo, em meio a mais de mil óbitos no país

Trabalhador usa pulseira de monitoramento de temperatura em Barcelona, Espanha, em 1º de julho de 2026
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  • Barcelona distribuiu cerca de 1.400 pulseiras de monitoramento de temperatura a trabalhadores que atuam ao ar livre, como alerta precoce de saúde.
  • A pulseira mede a temperatura corporal e emite som e vibração se detectar risco, obrigando a interrupção do trabalho.
  • A medida ocorre em meio a ondas de calor na Espanha que causaram 1.029 mortes em excesso em junho, segundo o MoMo.
  • Junho foi o segundo mês mais quente já registrado, com temperatura média 3,2 graus acima do normal.
  • No ápice da onda de calor, 23 de junho, cerca de 73% da população ficou exposta a riscos à saúde, com 38% em situação de risco elevado.

Barcelona passou a distribuir pulseiras de monitoramento de temperatura entre trabalhadores ao ar livre, como alerta precoce contra riscos de saúde. A iniciativa busca reduzir mortes por calor durante o período de ondas de calor.

A prefeitura informou que cerca de 1.400 pulseiras foram entregues a equipes de rua, incluindo garis, equipes de iluminação, funcionários de parques e gestão de resíduos. O equipamento mede a temperatura corporal.

A pulseira emite som e vibração se detectar condições de risco, instruindo o trabalhador a interromper a atividade. A medida acompanha medidas já adotadas para proteção de trabalhadores expostos ao calor extremo.

Mortes pelo calor

A Espanha registrou 1.029 mortes em excesso em junho, segundo dados do MoMo, do Ministério da Saúde. O mês ficou marcado por uma onda de calor de cinco dias com temperaturas acima de 40ºC.

Aemet apontou que junho foi o segundo mês de junho mais quente já registrado, com temperaturas médias 3,2 graus acima do normal. A agência reforçou o impacto das máximas históricas no país.

No auge da onda, 35,7 milhões de pessoas ficaram expostas a riscos à saúde por calor, cerca de 73% da população. Desse total, 38% enfrentaram risco elevado, segundo a monitorização nacional.

Entre 1º e 30 de junho, foram registrados 165 recordes de temperatura máxima, e 225 de mínima alta, segundo dados locais. Médias e extremos ajudam a entender a intensidade dos episódios.

A AEMET destacou que a primeira onda de calor do verão afetou especialmente o norte do país, pela duração e persistência.As ondas de calor vêm ocorrendo com maior frequência desde o início do verão.

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