- O Sistema Cantareira, que abastece 10 milhões de pessoas na Grande São Paulo, opera em faixa de alerta com 39,8% de capacidade, segundo a Sabesp.
- A classificação de cinco faixas foi criada pela Agência Nacional de Águas e pela SP Águas.
- O biólogo Edson Grandisoli afirma que, nesse nível, é recomendado entrar em alerta e manter a população informada sobre a possibilidade de nova escassez.
- A queda na capacidade é associada a menos chuvas nesta época do ano, bem como a fatores como mudanças climáticas e desmatamento na Amazônia, que afetam a região Sudeste.
- Grandisoli ressalta a importância da educação ambiental para promover uso mais responsável da água e mudança de hábitos.
O sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de água para 10 milhões de pessoas na Grande São Paulo, opera em faixa de alerta com 39,8% de capacidade, em 1º de maio, segundo dados da Sabesp. A classificação foi estabelecida por resolução da Ane/SP Águas, que define cinco faixas de operação.
Para especialistas, esse nível indica a necessidade de cuidado e de comunicação clara com a população. A Sabesp é orientada a divulgar os números e orientar o uso consciente da água.
O biólogo Edson Grandisoli explica que, nessa época do ano, a chuva costuma diminuir e a recuperação dos mananciais é mais lenta, afetando especialmente o Cantareira. Fatores como mudanças climáticas e desmatamento na Amazônia ajudam a reduzir a disponibilidade hídrica no Sudeste.
Grandisoli enfatiza que há várias ações possíveis para enfrentar o cenário, entre elas a educação ambiental para incentivar o uso responsável da água e a valorização desse recurso. A análise segue a tendência de queda gradual da capacidade do sistema ao longo dos anos.
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