- Localizado a cerca de 1.000 metros de profundidade sob uma montanha, no Japão, o Super-Kamiokande abriga um tanque com 50 mil toneladas de água ultrapura.
- O tanque é cercado por milhares de sensores que detectam neutrinos, partículas subatômicas produzidas em fenômenos como o Sol, supernovas e colisões cósmicas.
- Inaugurado em 1996, o observatório ajudou a comprovar importantes descobertas da física e mantém papel essencial na compreensão do cosmos.
- Neutrinos são extremamente difíceis de detectar porque interagem pouco com a matéria, o que exige um detector gigantesco e sensível.
- O conjunto de água e sensores permite estudar a origem e evolução do universo, contribuindo para desvendar grandes mistérios da física.
O Super-Kamiokande fica escondido sob uma montanha no Japão, a cerca de 1000 metros de profundidade. O observatório abriga um tanque com 50 mil toneladas de água ultrapura, rodeado por milhares de sensores para detectar neutrinos.
Inaugurado em 1996, o experimento ajudou a comprovar descobertas fundamentais da física e segue sendo peça-chave na investigação do cosmos. A estrutura alia engenharia de ponta e ciência de fronteira.
O papel do local vai além da mera contagem de partículas: ele busca entender a origem e a evolução do universo por meio de neutrinos, partículas subatômicas extremamente abundantes e, ao mesmo tempo, difíceis de detectar.
O que são os neutrinos
Neutrinos são partículas subatômicas produzidas em reações energéticas como o Sol, supernovas, impactos de raios cósmicos e colisões de aceleradores. Possuem massa muito pequena e interagem pouco com a matéria, o que dificulta a detecção.
Trilhões deles atravessam o planeta sem serem percebidos. Por isso, é preciso um detector gigantesco e sensível para identificar sinais dessas partículas a partir de eventos raros na água ultrapura cercada de sensores.
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