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Cirurgia a distância: imagens mostram procedimento em paciente do SUS

Cirurgia robótica a 2.700 km conecta Hospital do Amor em Porto Velho a Barretos, com latência de cem milissegundos, trazendo tratamento de câncer de reto pelo SUS

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  • Cirurgia oncológica de reto foi realizada à distância, conectando Porto Velho, Rondônia, a Barretos, São Paulo, a quase 2.700 quilômetros de distância.
  • Paciente do SUS recebeu a primeira telecirurgia robótica de longa distância realizada em um hospital filantrópico no Brasil.
  • Equipe de Barretos acompanhou e controlou os robôs remotamente, enquanto a equipe em Porto Velho ofereceu suporte ao paciente.
  • Protocolo de conectividade incluiu duas conexões de fibra óptica, redundância em 5G e rede VPN para garantir estabilidade e latência abaixo de 100 milissegundos.
  • Iniciativa demonstra como expansão de telecomunicações pode reduzir desigualdades regionais, levando procedimentos especializados para longe dos grandes centros.

Baseado em imagens inéditas disponibilizadas pelo Hospital do Amor, o que aconteceu foi a realização da primeira telecirurgia robótica oncológica de longa distância em um hospital filantrópico do Brasil, voltada para câncer de reto, realizada na última terça-feira. O procedimento conectou Porto Velho, em Rondônia, ao instituto Barretos, em São Paulo, a quase 2.700 km de distância.

A operação envolveu o Hospital do Amor na Amazônia, em Porto Velho, que ficou com a condução assistencial e o suporte ao paciente, e a equipe de Barretos, responsável pelo acompanhamento médico remoto e pelo controle dos robô.

A cirurgia foi feita pelo Sistema Único de Saúde, com o objetivo de tratar um tumor de reto em um paciente atendido pela rede pública. A iniciativa teve apoio dos ministérios das Comunicações e da Saúde, que coordenaram o protocolo de conectividade para telecirurgias robóticas.

Protocolo e conectividade

O protocolo utilizado assegurou duas conexões independentes de fibra óptica, redundância em 5G e uma rede VPN dedicada, garantindo estabilidade e resposta em tempo real durante toda a intervenção. A latência foi mantida abaixo de 100 milissegundos entre instrução e resposta do robô.

Segundo o governo, a iniciativa demonstra como a ampliação de infraestrutura de telecomunicações pode reduzir desigualdades regionais ao levar procedimentos especializados a áreas remotas do país, aumentando o alcance do SUS.

Dados do Hospital do Amor

O Hospital do Amor, com atendimento 100% gratuito pelo SUS, realizou em 2025 mais de 2 milhões de atendimentos, entre consultas, exames e procedimentos, beneficiando mais de 613 mil pacientes em 2.711 municípios brasileiros.

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