- Domo de Araguainha é a maior cratera de impacto já identificada na América do Sul, com 40 km de diâmetro e área de 1,3 mil km², localizada na divisa entre Mato Grosso e Goiás.
- A cratera abrange os municípios de Araguainha e Ponte Branca (Mato Grosso) e se estende até Alto Araguai em Mineiros (Goiás).
- O impacto aconteceu há 254 milhões de anos, quando um asteroide de cerca de 4 km colidiu com a Terra a 14–16 km por segundo, em uma região que na época era mar raso, provocando terremotos, tsunamis e destruição em até 500 km.
- Hoje, o local é considerado um dos 100 principais sítios geológicos do mundo pela União Internacional de Geociências (IUGS), ligada à Unesco, e há planos para transformá-lo em parque geológico.
- Os primeiros indícios surgiram em 1973; pesquisas identificaram metamorfismo de choque e minerais deformados, como o zircão, confirmando a origem por impacto; no centro há elevação de rochas mais antigas.
O Domo de Araguainha, gigante cratera de impacto, foi identificado na fronteira entre Mato Grosso e Goiás. A formação possui 40 km de diâmetro e abriga uma área estimada de 1,3 mil km², bem maior que a cidade do Rio de Janeiro. O evento ocorreu há cerca de 254 milhões de anos, no início da era Mesozóica.
A cratera ocupa os municípios de Araguainha e Ponte Branca (MT) e se estende até Alto Araguaia (GO) e Mineiros (GO). A região é predominantemente rural, com economia baseada na agropecuária, como criação de gado e cultivo de soja e milho.
O impacto ocorreu quando um asteroide de aproximadamente 4 km de diâmetro atingiu a Terra a velocidade entre 14 e 16 km/s, em uma área que, na época, era mar raso. O choque provocou terremotos, tsunamis e destruição em um raio de até 500 km.
Reconhecimento internacional
Hoje, o Domo de Araguainha é reconhecido entre os 100 principais sítios geológicos do mundo pela IUGS, ligada à Unesco. O local recebe visitas de estudantes, pesquisadores e curiosos, com propostas para transformar a região em parque geológico.
Indícios da origem por impacto foram identificados pela primeira vez em 1973. Pesquisas posteriores mostraram sinais de metamorfismo de choque, com minerais deformados, como o zircão, confirmação da cratera de meteoro.
No centro do domo, rochas mais antigas foram empurradas para cima pela força do impacto, formando uma elevação no embasamento cristalino. A área sofreu destruição ambiental na época, afetando a fauna de répteis e anfíbios.
Entre as 11 crateras desse tipo na América do Sul, oito estão no Brasil. O Domo de Araguainha figura entre as cinco maiores, mesmo após processos de erosão que deixaram a estrutura parcialmente coberta pela vegetação do Cerrado.
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