- O governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, propõe liberar voos supersônicos sobre território americano, revogando a regra de mil novecentos e setenta e três.
- A proposta cria um padrão provisório de certificação baseado no ruído e prevê regras específicas de barulho em pousos e decolagens ainda neste ano.
- A ideia é permitir aeronaves que não causem estrondo sônico perceptível no solo, com a meta de não exceder cinco vírgais pascais na superfície.
- A Boom Supersonic, fabricante do Overture, pode se beneficiar, já que tem pedidos e pré-encomendas de United Airlines, American Airlines e Japan Airlines.
- As regulamentações devem ficar prontas até meados de 2027, segundo o governo, que afirma que avanços em engenharia e redução de ruído tornam o voo supersônico viável.
A proposta do governo de Donald Trump visa liberar voos supersônicos sobre áreas terrestres dos Estados Unidos, revogando uma regra de 1973 que proibia aeronaves civis de alcançar Mach 1 ou mais no território americano. Além disso, o texto estabelece um padrão provisório de certificação com base no ruído para esse tipo de aeronave e prevê regras específicas para ruídos em pousos e decolagens ainda neste ano.
A mudança, caso aprovada, pode pavimentar o caminho para o desenvolvimento de uma nova geração de jatos comerciais supersônicos. O Departamento de Transportes dos EUA e a FAA informaram que pretendem finalizar as regras até meados de 2027, visando incentivar a indústria e a inovação tecnológica no país.
Mudanças regulamentares
A proposta exige que operadoras de voos supersônicos comprovem que a sobrepressão do estrondo sônico não exceda 5,3 pascais na superfície, limite considerado seguro para evitar danos. Avanços em engenharia e materiais são citados pela FAA como fundamentos para a viabilidade dessas operações.
A Boom Supersonic figura entre as empresas que podem se beneficiar, com o Overture em desenvolvimento. A companhia já registra pedidos e pré-encomendas de grandes operadoras, incluindo United Airlines, American Airlines e Japan Airlines, conforme informações do fabricante.
As mudanças têm como origem relatos de décadas atrás sobre danos provocados por estrondos sônicos, que levaram à proibição de voos supersônicos sobre áreas habitadas. Testes realizados pela FAA e pela Força Aérea dos EUA em Oklahoma City, nos anos 1960, contribuíram para a regulação.
A Administração cita, ainda, o conceito de Mach cutoff como técnica para desviar o estrondo para a atmosfera, reduzindo seus efeitos ao solo. A expectativa é de que modelos atuais diminuam significativamente o impacto sonoro.
Perspectivas e próximos passos
Segundo autoridades, os avanços em engenharia aeroespacial, ciência dos materiais, redução de ruído e novos conceitos operacionais devem viabilizar operações comerciais supersônicas sem perturbações significativas. A proposta afirma que novas regras irão apoiar o desenvolvimento de aeronaves mais rápidas.
O objetivo do governo é concluir as duas regulamentações até 2027, incentivando a indústria nos EUA e, segundo a administração, gerando empregos qualificados. A decisão pode abrir espaço para uma nova geração de voos comerciais de alta velocidade.
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