- Dois casos de cancro bacteriano da videira foram identificados no Distrito Federal, em propriedades do PAD-DF e em Brazlândia.
- A detecção ocorreu durante levantamentos da Defesa Agropecuária, com apoio da Embrapa.
- O monitoramento envolve áreas próximas aos focos: propriedades em um raio de cinco quilômetros passaram por vistorias; as situadas a até dez quilômetros ainda são acompanhadas.
- A doença não representa risco à saúde humana, mas pode reduzir a produtividade e a qualidade das uvas de mesa e dos vinhos, gerando prejuízos econômicos.
- Medidas de prevenção incluem desinfecção de ferramentas com hipoclorito de sódio a 10%, não compartilhar equipamentos entre propriedades e usar mudas de viveiros certificados pelo Ministério da Agricultura; produtores devem informar necrose, manchas ou alterações nos ramos.
O cancro bacteriano da videira foi detectado em duas propriedades no Distrito Federal, elevando o alerta para a produção de uvas. Os casos foram identificados durante levantamentos da Defesa Agropecuária, com apoio da Embrapa, em áreas do PAD-DF e em Brazlândia.
Segundo Rafael Bueno, secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do DF, a doença não oferece risco à saúde humana, mas pode reduzir produtividade e prejudicar a qualidade das uvas e dos vinhos. As perdas seriam econômicas para produtores e consumidores.
A hipótese mais provável é transmissão pelo porta-enxerto das mudas, embora outras vias ainda estejam sendo investigadas. Lesões nas folhas e nos ramos dificultam a circulação de seiva, comprometendo frutos e a fermentação.
Medidas de monitoramento e orientações
Após a confirmação, a Secretaria iniciou vigilância em áreas próximas. Em um raio de cinco quilômetros, houve vistorias e coleta de material; em até dez quilômetros, o acompanhamento continua.
Produtores têm papel central na prevenção. Identificação precoce de necrose nos ramos, manchas com halo amarelo e alterações no caule deve levar a contato com a Secretaria ou com a Emater-DF. Cartilha com orientações foi divulgada.
Recomendações incluem desinfecção de ferramentas com hipoclorito de sódio a 10%, evitar compartilhamento de equipamentos e comprar mudas apenas de viveiros certificados pelo Ministério da Agricultura.
Apesar dos impactos, o secretário assegura que o consumo de uvas e vinhos continua seguro. A doença reduz qualidade e valor de mercado, principalmente por frutos menores e menos doces.
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