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Caranguejo sobrevive dois meses preso em garrafa plástica no oceano

Garrafa plástica funciona como armadilha: caranguejo-nadador viveu dois meses à deriva, perdendo habilidades e não retornando ao ecossistema

Foto colorida de pequeno carangueijo preso em garrafa plástica - Metrópoles.
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  • Pesquisadores da Universidade de Hiroshima, no Japão, registraram um caranguejo-nadador vivo preso dentro de uma garrafa plástica à deriva no oceano por aproximadamente dois meses.
  • A garrafa foi encontrada a cerca de 500 metros da costa, na Ilha Sesoko, em Okinawa, durante levantamento de peixes juvenis.
  • O animal entrou na garrafa ainda jovem, cresceu lá e não conseguiu sair por causa do gargalo de apenas 24 milímetros.
  • Estima-se que o plástico ficou à deriva cerca de 62 dias, com base na análise de cracas na parte externa da garrafa; a peça também trazia data de fabricação.
  • O caso evidencia os impactos da poluição plástica nos oceanos, funcionando como armadilha para animais marinhos e reforçando a necessidade de reduzir o descarte de plástico.

Ocaranguejo-nadador ficou vivo cerca de dois meses preso dentro de uma garrafa plástica à deriva no oceano. O achado foi feito por pesquisadores da Hiroshima University, no Japão, e descrito em estudo publicado em 3 de julho na Ecosphere. O caso evidencia consequências da poluição plástica nos mares.

O objeto flutuava a cerca de 500 metros da costa, próximo à Ilha Sesoko, em Okinawa. A garrafa tinha abertura de apenas 24 milímetros, enquanto o caranguejo media 40,31 mm de comprimento, 88,23 mm de largura e pesava 42,06 g.

Os cientistas concluíram que o caranguejo entrou no recipiente já jovem, na fase larval ou juvenil, e cresceu ali até ficar preso. A garrafa permaneceu aberta, permitindo água, oxigênio e alimento, mas impossibilitando a fuga.

Impactos da poluição plástica

A análise do conteúdo do estômago revelou consumo de pequenos peixes e algas que se formaram no interior da garrafa. Cracas aderidas à garrafa permitiram estimar o tempo de deriva em cerca de 62 dias.

Os autores destacam que o caso amplia o conhecimento sobre impactos da poluição marinha. Em vez de apenas ingerir plástico, animais podem ficar presos em recipientes descartados, perdendo parte de suas habilidades naturais.

Também ressaltam que situações semelhantes podem ocorrer em outras regiões, reforçando a necessidade de reduzir o descarte inadequado de plástico no oceano. A descoberta não oferece conclusão definitiva, mas aponta tendência relevante para estudos futuros.

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