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Ciência aponta caminho para Brasil virar potência em terras raras até 2040

CGEE aponta reservas de terras raras no Brasil, mas exige formação de capacidades industriais e políticas públicas para participação até 2040

Fundição de terras raras
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  • Brasil tem reservas de terras raras e pode participar de forma notável do mercado global até 2040, segundo estudo apresentado no VII SBTR, no Rio de Janeiro.
  • O principal desafio é construir capacidades industriais, pois o valor econômico está nas etapas de refino e metalurgia.
  • O estudo, encomendado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, atualiza pesquisa de 2012 e traça um mapa estratégico para 2026 a 2040.
  • A Amazônia recebe destaque pela geologia de argilas de adsorção iônica, considerada reserva de longo prazo para a posição do país nas cadeias globais.
  • O documento questiona se o Brasil será fornecedor de matérias-primas ou participante da nova economia global, ressaltando a transformação de recursos em capacidades industriais e tecnológicas.

O Brasil tem recursos suficientes para participar de forma significativa do mercado global de terras raras até 2040, segundo estudo apresentado no VII SBTR, no Rio de Janeiro. O trabalho foi encomendado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e elaborado pelo CGEE.

Os pesquisadores elaboraram o diagnóstico “Terras Raras no Brasil: Estado da Arte, Cenários e um Mapa do Caminho Estratégico para 2026 até 2040”, com foco em reservas, mercados e trajetória pública. A pesquisa também traça um roteiro de políticas públicas e investimentos ao longo de 15 anos.

A ministra do MCTI, Luciana Santos, ressaltou a presença de grandes reservas, base científica sólida e mão de obra qualificada. O estudo aponta que o desafio central é transformar recursos naturais em capacidades industriais.

Desafios industriais

O documento destaca que o valor econômico dos elementos está nas etapas de refino e metalurgia. Sem esse complemento, o Brasil pode ficar fora da cadeia de valor global. A pesquisa propõe ações para desenvolver indústrias de processamento.

Uma das linhas de atuação é o aproveitamento de tecnologias nacionais para transformar recursos minerais em produtos finais. O estudo também enfatiza o papel estratégico da Amazônia, pela geologia de argilas de adsorção iônica com potencial de longo prazo.

Perspectivas para 2026-2040

O relatório registra reservas de 17 elementos químicos essenciais para tecnologias de transição energética e transformação digital. A indústria de alta tecnologia consome terras raras em veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos médicos, entre outros.

O estudo indica que o Brasil pode evoluir para fornecer matérias-primas e também participar da nova economia global. O caminho depende de coordenação institucional, investimentos e desenvolvimento tecnológico ao longo da próxima década.

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