- Estudo brasileiro publicado nos Anais Brasileiros de Dermatologia aponta que dermatite alérgica pode ser causada por cosméticos, incluindo esmalte de unha, levando à coceira na pálpebra.
- Análise de 228 pacientes entre 2004 e 2018 revelou que 89,5% eram mulheres e que, frequentemente, a reação é tardia, dificultando a associação com o produto.
- Esmalte de unhas é o maior gatilho (36%), seguido por medicamentos tópicos (27,2%), cosméticos não especificados (24,5%), tinturas de cabelo e metais/bijuterias (15,6%), além de borracha e shampoos (respectivamente 6,8% e 4%).
- A resina toluenosulfonamida presente no esmalte é apontada como causadora da alergia; o Brasil é o segundo maior mercado mundial em uso de esmaltes.
- O diagnóstico costuma ser feito por teste de contato com adesivos contendo substâncias alérgenas; há tratamento para reduzir os sintomas, mas não há cura definitiva.
A coceira na pálpebra pode indicar alergia ao esmalte de unha, aponta estudo brasileiro. Pesquisadores associam irritação ocular a reações alérgicas provocadas por cosméticos, conforme a Agência Einstein. O foco é o esmalte como potencial gatilho, especialmente entre quem usa muito produtos de beleza.
O estudo, publicado nos Anais Brasileiros de Dermatologia, analisou 228 pacientes com reação inflamatória na pálpebra entre 2004 e 2018. Dentre eles, 89,5% eram mulheres. A pesquisadora Mariana de Figueiredo Silva Hafner observa que o público feminino costuma apresentar maior exposição a cosméticos.
Entre os causadores, o esmalte de unhas lidera com 36% das alergias observadas, seguido por medicamentos tópicos (27,2%), cosméticos não especificados (24,5%), tinturas de cabelo e metais em 15,6%, além de borracha (6,8%) e shampoos (4%). O produto costuma conter a resina tolueno-sulfonamida, associada à alergia.
Segundo Hafner, o Brasil é o segundo maior mercado mundial de esmaltes, o que amplia a sensibilização na população. Muitas pessoas não associam a coceira ocular ao que está nas mãos, já que o contato pode ocorrer de forma indireta ao tocar o rosto.
Como saber se há alergia? Profissionais recomendam avaliação com teste de contato. O paciente recebe adesivos com substâncias alérgenas nas costas por 48 horas para verificar reações. Não existe cura única, mas o manejo adequado reduz os sintomas ao evitar o gatilho.
A dermatologista ressalta que, caso haja diagnóstico, o tratamento ajuda a melhorar a qualidade de vida. O objetivo é evitar o contato com a substância identificada, reduzindo o desconforto e a inflamação na pálpebra.
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