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Como os EUA ampliam a rede de transmissão sem grandes obras

PJM adota AAR, calcula capacidade horária das linhas pela temperatura, reduz gargalos sem obras e acelera a transição energética

Transmissão de energia: ventos podem resfriar condutores e ampliar o uso seguro da infraestrutura existente.
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  • Em 4 de março de 2026, a PJM Interconnection tornou-se o primeiro grande operador americano a adotar o Ambient-Adjusted Rating (AAR), calculando a capacidade segura de linhas por hora com base na temperatura ambiente.
  • O AAR, junto com o Dynamic Line Rating (DLR), permite ajustar a esforço de transmissão de forma dinâmica conforme as condições meteorológicas, sendo o AAR baseado na temperatura e o DLR usando sensores em campo para dados em tempo real.
  • Os benefícios incluem redução de restrições e congestionamentos, uso otimizado da infraestrutura existente e menor necessidade de novas linhas, além de diminuir o desperdício de energia renovável ao aproveitar condições que promovem o resfriamento dos condutores.
  • A modernização foi impulsionada pelo Inflation Reduction Act (IRA) de 2022; a Comissão Reguladora Federal (FERC) emitiu a Order 881 em 2021, tornando obrigatória a adoção do AAR, com outros sistemas regionais nos Estados Unidos buscando implementação até o fim de 2026.
  • No Brasil, a tecnologia também é vantajosa, pois ventos constantes podem resfriar as linhas e permitir maior transmissão sem obras físicas, elevando o transporte de energia limpa com a infraestrutura existente.

Em 4 de março de 2026, a PJM Interconnection, responsável pela maior rede de transmissão dos EUA, tornou-se o primeiro operador regional a adotar o Ambient-Adjusted Rating (AAR). A tecnologia calcula, a cada hora, a capacidade segura de transporte de energia considerando a temperatura ambiente atual. Isso reduz a necessidade de obras futuras.

Tradicionalmente, as linhas operam com limites conservadores já fixados, levando em conta condições adversas. Com o AAR e o Dynamic Line Rating (DLR), a rede passa a ajustar a capacidade em tempo real, baseado em condições climáticas. O AAR usa temperatura ambiente; o DLR utiliza sensores em campo.

Essas mudanças visam reduzir restrições e congestionamentos, otimizando a infraestrutura existente. Além de cortar custos, ajudam na transição energética ao minimizar o desperdício de energia renovável, aproveitando melhor o resfriamento natural dos condutores.

Por que a pressa dos EUA?

A modernização ganhou impulso com o Inflation Reduction Act (IRA) de 2022, para descarbonização e escoamento de fontes limpas. Sem ritmo adequado, mais de 80% do potencial de redução de emissões do IRA poderia se perder até 2030.

Em 2021, a FERC tornou obrigatória a adoção do AAR em todo o país, após o DOE sinalizar que o DLR poderia ampliar a capacidade entre 10% e 40%. Além da PJM, outros mercados vizinhos planejam adotar o AAR até o fim de 2026.

Impactos no Brasil

O uso dessas tecnologias é relevante para o Brasil, onde ventos constantes ajudam o resfriamento de linhas de transmissão. A aplicação pode permitir maior passagem de energia sem novas obras, contribuindo para ampliar o transporte de energia limpa com a infraestrutura existente.

A adoção serviria para superar limites conservadores e otimizar o desempenho da rede, alinhando a operação com condições reais de cada região. A tecnologia favorece a integração de fontes renováveis sem comprometer a confiabilidade.

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