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Composto à base de cobre é candidato a tratamento contra câncer de ovário

Composto de cobre mostra atividade antitumoral promissora in vitro contra câncer de ovário, 36 vezes mais potente que cisplatina, porém toxicidade precisa ser superada

Micrografia em ampliação de um tumor ovariano de baixo potencial maligno em cor de rosa no fundo branco
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  • Pesquisadores do Laboratório de Cristalografia Estrutural do Instituto de Física de São Carlos (USP) sintetizaram cinco complexos de cobre com ligantes orgânicos para avaliar atividade antitumoral in vitro.
  • Um dos complexos revelou potência trinta e seis vezes maior que a cisplatina contra células de câncer de ovário humano.
  • O composto alterou a morfologia celular, reduziu a formação de colônias e induziu a morte celular sem destruir o DNA.
  • O mecanismo envolve interação com o DNA sem ruptura, o que pode dificultar processos vitais das células tumorais.
  • A equipe vê potencial promissor nessa plataforma de cobre e derivados de benzofenona para o desenvolvimento de futuros agentes antitumorais, ainda em estágio inicial.

O Laboratório de Cristalografia Estrutural do Instituto de Física de São Carlos da USP testou complexos de cobre com ligações orgânicas e avaliou sua atividade contra células de câncer de ovário em testes in vitro. Um dos cinco complexos mostrou potência significativamente maior que a cisplatina, utilizado hoje na quimioterapia.

Os pesquisadores sintetizaram cinco novos complexos de cobre, cada um com diferentes ligantes, para verificar a eficácia contra células de câncer de ovário, pulmão e mama. O objetivo foi identificar opções que atuem de forma complementar aos tratamentos existentes.

O composto que se destacou alterou a morfologia das células tumorais e reduziu a capacidade de formação de colônias conforme a concentração. Também induziu a morte celular e interagiu com o DNA sem causar ruptura, sugerindo um modo de ação específico.

Segundo o estudo, o DNA é o principal alvo de compostos metálicos, o que sustenta o significado dos resultados. A pesquisa foi publicada na revista ACS Omega e contou com participação de pesquisadores do IFSC da USP.

A equipe enfatiza que os resultados são iniciais e moleculares, ainda sem aplicação clínica. Dados de órgãos de saúde indicam que o câncer de ovário tem diagnóstico tardio e baixa sobrevida de cinco anos, o que reforça a busca por novas pistas terapêuticas.

Os autores destacam que a descoberta abre caminho para explorar sistemas baseados em cobre e derivados de benzofenona como plataforma para agentes antitumorais no futuro. Pesquisadores ressaltam a necessidade de estudos adicionais para avaliação de segurança e eficácia.

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