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Consumo dos 10% mais ricos gera perdas de US$ 5,7 trilhões/ano, aponta estudo

Consumo dos 10% mais ricos gera danos ambientais de até US$ 5,7 trilhões por ano, com grande parte prejudicando a biodiversidade

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  • Um estudo aponta que os 10% mais ricos do mundo causam danos ambientais estimados entre US$ 1,7 trilhão e US$ 5,7 trilhões por ano.
  • O trabalho compara impactos ambientais em cinco países (Estados Unidos, China, Índia, Brasil, Alemanha e Egito) com dados de 2017, em quatro categorias: biodiversidade, mudança climática, ciclo do nitrogênio e uso de água e fósforo.
  • No Brasil, os 10% mais ricos geram danos de US$ 1,5 mil a US$ 4,9 mil por pessoa por ano, o que representa entre 1,6% e 5,3% da renda per capita.
  • Nos Estados Unidos, o valor chega a US$ 19 mil a US$ 63 mil por pessoa por ano, equivalentes a 6% a 20% da renda, sendo os danos mais elevados entre os países analisados.
  • A pesquisa, liderada por Paul Behrens, aponta que a perda de biodiversidade responde por mais da metade do impacto relacionado ao consumo dos mais ricos e que a conversão de ecossistemas é central para entender o custo ambiental no Brasil.

O consumo dos 10% mais ricos do mundo provoca danos ambientais anuais estimados entre US$ 1,7 trilhão e US$ 5,7 trilhões, segundo estudo publicado no periódico Communications Sustainability. A pesquisa envolve EUA, China, Alemanha, Brasil, Índia e Egito, em 2017, e avalia quatro categorias: biodiversidade, mudança climática, nitrogênio e uso de água e fósforo.

O estudo, liderado por Paul Behrens da University of Oxford, compara os maiores consumidores nesses países. Em média, cada pessoa entre os 10% mais ricos causaria entre US$ 2.300 e US$ 7.500 de danos por ano, com a maior parte relacionado à perda de biodiversidade (47% a 56%).

No Brasil, o conjunto de danos por pessoa fica entre US$ 1.500 e US$ 4.900 por ano, equivalente a 1,6% a 5,3% da renda per capita. Já nos Estados Unidos, o impacto é muito maior, variando de US$ 19 mil a US$ 63 mil por pessoa ao ano, correspondendo a 6% a 20% da renda.

Impacto da biodiversidade no Brasil

Para os brasileiros, a perda de biodiversidade representa de 53% a maior parte dos dados do estudo, acima da média global. O levantamento recomenda considerar clima e biodiversidade como questões interligadas, não tratadas separadamente.

Segundo Behrens, a Amazônia funciona como reguladora ambiental global e já mostra impactos da crise climática. O pesquisador ressalta que o Brasil sediou a cúpula climática em Belém e que o custo maior observado está relacionado à perda de natureza, não apenas ao carbono.

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