- Dois terços das pacientes com câncer de mama não obtêm benefício significativo com a quimioterapia, segundo o estudo OPTIMA apresentado no ASCO.
- Um teste genético feito no tumor, o Prosigna, identifica com segurança quem pode ficar sem a quimioterapia, mesmo em casos de maior risco clínico.
- A pesquisa avaliou mais de quatro mil pacientes em seis países e incluiu mulheres com até nove linfonodos comprometidos, em estágios mais avançados.
- Em grupo que teve a decisão terapêutica guiada pelo Prosigna, dois terços apresentaram pontuação baixa e receberam apenas hormonioterapia.
- Após média de quatro anos de acompanhamento, a sobrevida livre de câncer de mama invasivo ficou similar entre os grupos, em cerca de noventa e quatro por cento aos cinco anos.
O estudo OPTIMA, apresentado no congresso da ASCO, aponta que dois terços das pacientes com o tipo mais comum de câncer de mama podem evitar a quimioterapia sem perder eficácia. A análise envolveu mais de 4.400 pacientes em seis países, avaliando a necessidade de quimioterapia com base em um teste genético aplicado ao tumor.
O teste Prosigna analisa a atividade de 50 genes no tecido retirado durante cirurgia ou biópsia e gera uma pontuação de risco. Pacientes com pontuação baixa são justamente as que, na prática, têm menor probabilidade de obter benefício significativo com a quimioterapia.
Para testar a eficácia, o estudo comparou tratamento padrão com uma abordagem guiada pelo resultado do Prosigna. Dois terços dos participantes apresentaram pontuação baixa e passaram a receber apenas hormonioterapia. Ao longo de um acompanhamento médio de quatro anos, os resultados ficaram praticamente iguais entre os grupos.
Implicações clínicas
A pesquisa sugere que, em pacientes com maior risco clínico, incluindo aquelas com até nove linfonodos comprometidos, o teste pode orientar decisões terapêuticas, reduzindo a necessidade de quimioterapia sem comprometer a sobrevida.
Em cinco anos, a sobrevida livre de câncer de mama invasivo ficou em cerca de 94% nos dois grupos. Entre as pacientes com pontuação baixa, houve, no máximo, dois em cada 100 casos em que a quimioterapia poderia ter evitado a recorrência.
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