- El Niño deve se intensificar até setembro e ficar forte, segundo a Organização Meteorológica Mundial.
- O fenômeno pode aumentar secas, chuvas intensas e ondas de calor em várias regiões, elevando as temperaturas globais.
- A temperatura da superfície do mar no centro e leste do Pacífico deve superar 2°C acima da média em áreas-chave.
- O pico é esperado entre novembro e janeiro, com efeitos até 2027.
- Previsões apontam padrões diferentes por região: mais chuvas no centro e leste do Pacífico; menos no Oceano Índico tropical e na Austrália; outras áreas terão variações de acordo com o continente.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) afirma que o El Niño deve se intensificar até setembro e alcançar um nível considerado forte. O fenômeno já apresenta condições características e deve evoluir rapidamente, com impactos em várias regiões do planeta.
A secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, descreveu que a intensificação rápida está sobre a mesa, o que aumenta a probabilidade de secas, chuvas intensas e ondas de calor terrestres e marinhas. A saída do aquecimento será mais evidente com o tempo.
A OMM também aponta que o El Niño deverá elevar as temperaturas globais, com registros históricos em anos de evento. Cientistas da organização destacam que os efeitos devem se estender por diferentes regiões até o fim deste ano e persistir até 2027.
Projeções e impactos
O boletim indica que já há condições de El Niño no Pacífico tropical e que o episódio pode chegar ao nível três, em uma escala que vai até quatro, entre julho e setembro. A previsão é baseada em modelos de previsão de centros internacionais.
Espera-se aumento constante das temperaturas de superfície do mar no centro e leste do Pacífico equatorial, com anomalias acima de 2°C em áreas-chave de monitoramento. A confiança nas projeções é alta, segundo a OMM.
Áreas impactadas
As previsões antecipam chuvas acima da média no centro e leste do Pacífico e déficit em partes do oceano Índico, do subcontinente indiano e grande parte da Austrália. O Caribe, noroeste da América do Sul e partes da América Central podem ter precipitações abaixo do normal.
Para a Europa, a projeção indica um contraste entre sul e norte, com mais precipitações no sul e menos no norte, mas com menor confiabilidade em relação a outras regiões. As informações são pontos de atenção para planejamento climático global.
Entre na conversa da comunidade